Hugo Motta é mais do mesmo?
Favorito para a presidência da Câmara, ele tem beneficiado o município de Patos (PB) com emendas milionárias para administrações comandadas por familiares
Favorito para a presidência da Câmara, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) tem beneficiado o município de Patos (PB), seu reduto eleitoral, com emendas milionárias para administrações comandadas por familiares.
A situação, como mostrou a Folha de S.Paulo, é semelhante a de Arthur Lira (PP-AL), que está de saída do cargo.
Localizada no sertão da Paraíba, a cidade de Patos é administrada pela quarta vez por Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta.
Quando o parlamentar ingressou na Câmara em 2011, seu pai também era prefeito do município.
Na época, Motta encaminhou a Patos uma emenda de 2 milhões de reais para a construção de um Teatro Municipal, orçado em 3 milhões de reais.
Até hoje, no entanto, a obra não está pronta.
A avó de Hugo Motta
A construção do teatro começou entre 2013 e 2014, na gestão de Francisca Motta, a avó materna de Hugo.
A obra foi paralisada e abandonada por falta de pagamento da prefeitura às empresas contratadas, mandatos interrompidos e irregularidades.
Afastada pela Justiça em 2016, Francisca, que hoje é deputada estadual, não terminou o mandato.
A mãe de Motta
Sua administração foi alvo de operação do Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União que investigou esquemas de corrupção em cidades da região.
Chefe de gabinete da prefeitura de Patos na ocasião, Ilanna Mota, mãe de Hugo e filha de Francisca, chegou a ficar presa por cinco dias em função da operação.
As imputações do Ministério Público Federal (MPF) contra a mãe e a avó do deputado do Republicanos foram consideradas improcedentes ou extintas pela Justiça.
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Arthur Lira e Barra de São Miguel (AL)
Como presidente da Câmara, Arthur Lira também ocupou o cargo tendo o pai, Benedito de Lira (PP-AL), como prefeito do município de Barra de São Miguel (AL), seu reduto eleitoral.
Durante a gestão, a cidade alagoana foi beneficiada com royalties de petróleo obtidos via decisão judicial, pelo programa Minha Casa Minha Vida e com verbas do Ministério do Esporte, chefiado por André Fufuca (PP), aliado de Lira.
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