Hugo Motta celebra reunião entre Lula e Trump
“Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos”
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado neste domingo, 26, na Malásia.
Em publicação nas redes sociais, Motta afirmou:
“Cumprimento os presidentes Lula e Donald Trump pelo importante encontro de hoje. Fico feliz em ver que o diálogo e a diplomacia voltam a ocupar o centro das relações entre Brasil e Estados Unidos. Quando líderes escolhem conversar, a História agradece. Foi assim nas grandes viradas do mundo, sempre pela palavra, nunca pelo silêncio. A Câmara continua à disposição de nossa diplomacia, votando assuntos importantes sobre o tema e comprometida em servir ao país.”
A reunião bilateral durou cerca de 50 minutos. Lula estava acompanhado do chanceler Mauro Vieira, Márcio Elias Rosa, secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e Audo Faleiro, diplomata da equipe do assessor especial Celso Amorim.
Vieira considerou o encontro como “muito positivo” e disse que Trump deu instruções à equipe brasileira para iniciar o processo de negociação bilateral ainda neste domingo.
Ao deixar o encontro, Trump comentou que as tarifas “poderiam ser resolvidas muito rapidamente”.
Lula, por sua vez, disse ter tido “uma ótima reunião” com o presidente dos EUA.
“Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras.”
Tarifaço e sanções
Durante a primeira parte da reunião, Lula e Trump conversaram com jornalistas por cerca de 10 minutos.
Trump afirmou disse ser “uma grande honra estar com o presidente do Brasil” e afirmou acreditar que os dois poderiam chegar a “bons acordos”.
Questionado sobre Jair Bolsonaro, o republicano disse que “se sente mal” pelo que o ex-presidente passou.
“Eu gosto de Bolsonaro. Ele é um bom sujeito. Nós ficamos incomodados com as penas contra ele.”
O tarifaço americano, que chegou a 50% sobre produtos brasileiros, foi justificado por Washington com argumentos econômicos e políticos, incluindo a suposta perseguição de Bolsonaro e restrições à liberdade de expressão de cidadãos americanos. Além das tarifas, os Estados Unidos aplicaram sanções individuais a ministros do STF.
Em julho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, revogou vistos americanos de Alexandre de Moraes e de outros sete ministros. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, citou uma suposta “caça às bruxas” contra Bolsonaro como motivação para as medidas.
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