Homem morre após grave acidente no supino; veja vídeo
O caso é investigado pelas autoridades policiais e acompanhado por profissionais da área de atividade física
Um homem de 55 anos morreu durante um exercício de supino em uma academia de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, após ser atingido por uma barra de ferro no tórax.
O caso é investigado pelas autoridades policiais e acompanhado por profissionais da área de atividade física, que buscam identificar eventuais falhas de prevenção e reforçar a necessidade de protocolos claros de segurança em ambientes de treino.
Por que a pegada correta no supino é tão importante
A forma como a barra é segurada influencia diretamente o risco de queda do peso sobre o tórax, pescoço ou rosto, podendo transformar um erro técnico em um acidente grave.
A orientação mais comum é o uso de uma pegada fechada, com o polegar envolvendo a barra, o que aumenta a estabilidade e reduz as chances de ela escorregar das mãos.
Pegadas consideradas inadequadas, como a chamada “suicide grip”, em que o polegar não fecha o encaixe, são frequentemente citadas como fator de risco e, por isso, desaconselhadas em treinos sem supervisão direta.
infelizmente nesse vídeo vemos a pegada suicida dando jus ao nome
— Pivete Maromba (@pivetemaromba) December 4, 2025
1) treinar supino sozinho necessita de muito cuidado, ainda mais com essa pegada
2) não há nenhum pró q supere os contras da pegada suicida pic.twitter.com/Iu8I63WRJK
Quais cuidados básicos reduzem o risco de acidentes no supino
Profissionais de educação física costumam listar uma série de cuidados para minimizar acidentes na prática do supino e de outros exercícios com carga. Esses cuidados abrangem tanto a preparação do praticante quanto o ambiente da academia, incluindo escolha da carga e técnicas de execução seguras.
Entre os principais pontos, destacam-se medidas amplamente recomendadas em diretrizes de treinamento de força e segurança em academias:
- Avaliação prévia de saúde: verificar histórico cardíaco, respiratório e ortopédico antes de treinos intensos;
- Progressão gradual de carga: evitar aumentos bruscos de peso, dando tempo para o corpo se adaptar;
- Orientação técnica: receber instruções claras sobre posição das mãos, amplitude do movimento e ritmo de execução;
- Uso de travas ou anilhas presas: impedir que os pesos deslizem para as extremidades da barra;
- Supervisão constante: monitoramento por profissionais e, sempre que possível, por um companheiro de treino.
Quando se fala em segurança no exercício de supino, também entram em pauta os procedimentos de emergência dentro das academias. Ter funcionários treinados em primeiros socorros, acesso rápido a serviços de atendimento médico e equipamentos básicos, como desfibrilador externo automático (DEA), é apontado como parte de uma política de prevenção.

Quais são as responsabilidades de academias e praticantes em acidentes
Depois de episódios como o registrado em Olinda, as investigações examinam se houve imperícia, imprudência ou negligência.
A responsabilidade pode recair sobre o estabelecimento, profissionais ou praticantes, conforme as circunstâncias, laudos técnicos e o cumprimento ou não de normas de segurança vigentes.
Para o praticante, a responsabilidade inclui respeitar limites pessoais, seguir instruções fornecidas e evitar improvisos com cargas acima da capacidade ou técnicas copiadas de vídeos sem assistência profissional.
Como casos graves impactam a prática de musculação
Mesmo sendo eventos pouco frequentes em comparação ao número de treinos diários no país, funcionam como alerta para revisão de práticas, protocolos e rotinas de supervisão nas salas de musculação.
Para quem já treina, episódios assim estimulam uma reflexão sobre supervisão, adequação de carga e segurança da técnica de supino.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)