“Homem cheio de ódio”, diz presidente do PL-MG sobre Moraes
Domingos Sávio disse que decisão do ministro de negar devolução de passaporte a Bolsonaro ocorre por "razões ideológicas"
O deputado federal Domingos Sávio (PL) afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em negar a devolução do passaporte ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ir à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorreu por “razões ideológicas“:
“Um homem cheio de ódio, perseguindo por razões ideológicas ou pessoais não só o presidente Bolsonaro, mas uma linha política”, disse Sávio, que também preside o PL-MG.
Na decisão, Moraes destacou a existência do risco de fuga de Bolsonaro, que foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suposta participação na tentativa de golpe de Estado.
Sávio comparou o caso de Bolsonaro ao período em que o presidente Lula (PT), quando era réu nos processos da Lava Jato, “viajou por vários países“:
“Lula era réu, não era indiciado, e viajou por vários países. Já Bolsonaro nem é reu e é proibido de atender ao convite da maior autoridade do mundo democrático”, afirmou.
O próprio Bolsonaro disse que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve representá-lo na solenidade de Trump.
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Decisão
Na manifestação, Moraes afirmou que desde a concessão da medida, não houve “qualquer alteração fática que justifique a revogação da medida cautelar, pois o cenário que fundamentou a imposição de proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes, continua a indicar a possibilidade de tentativa de evasão do indiciado”.
“O indiciado Jair Messias Bolsonaro manifestou-se, publicamente, ser favorável à fuga de condenados em casos conexos à presente investigação e permanência clandestina no exterior, em especial na Argentina, para evitar a aplicação da lei e das decisões judiciais proferidas, de forma definitiva, pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou o ministro.
O Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, também posicionou-se contra a liberação do documento a Bolsonaro.
Para Gonet, “falta demonstração de interesse público” na concessão do benefício.
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Comentários (1)
Fabio A Busnardo
17.01.2025 05:48Com certeza boa parte da decisão de negar o passaporte tem a ver com certo rancor de nível pessoal, mas por outro lado, acho bastante razoável esperar que o Bolsonaro tente fugir. O perfil de covarde, além dos sinais de que não voltaria são bem claros. O Xandão só liberaria o passaporte se de fato quiser que o bolsonaro fique foragido.