Holiday acusa Lula de crime eleitoral no Bolsa Família, mas vê suspensão como “tiro no pé”
Vereador de SP afirma que reajuste deve ser denunciado à Justiça Eleitoral, mas benefício não deve ser suspenso
O vereador Fernando Holiday (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira, 17, que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula (PT) deve ser questionado na Justiça Eleitoral, mas defendeu que o aumento não seja suspenso.
Em publicação nas redes sociais, Holiday classificou a medida como crime eleitoral e disse que o presidente deve ser responsabilizado pelo anúncio feito a poucos dias do primeiro turno.
“O que o Lula está fazendo é crime eleitoral e isso deve ser denunciado na Justiça. Ele não pode sair impune”, escreveu.
Apesar da crítica, o vereador afirmou que uma eventual decisão para suspender o reajuste poderia prejudicar a própria oposição, ao atingir diretamente os beneficiários do programa.
“Mas suspender o Bolsa Família seria um tiro no pé”, declarou.
A manifestação ocorre após o governo anunciar o reajuste de 15,04% no benefício. O valor mínimo passa de 600 para 691 reais, e os novos pagamentos começam em outubro. O primeiro pagamento com o valor reajustado está previsto para 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno das eleições.
O reajuste ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e tem sido questionado por integrantes da oposição, que apontam o calendário de pagamentos como um possível uso eleitoral da medida. O governo afirma que o aumento corresponde à recomposição da inflação e segue as regras legais e fiscais.
Na Justiça Eleitoral, o deputado Zé Trovão (PL-SC) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça mas posteriormente rejeitado pelo magistrado.
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