Haddad mira em Tarcisio
Ministro da Fazenda sugeriu que o governador apoia a ditadura militar devido à sua formação e à proximidade com Bolsonaro
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 28, desconhecer a opinião do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sobre o período da ditadura militar no Brasil, ao comentar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por trama golpista.
“Para mim, esse debate é relevante. Talvez para Tarcísio não seja relevante, ser democrático ou não ser democrático, até porque eu não sei qual a opinião dele sobre a ditadura militar até hoje”, afirmou em evento em São Paulo.
Haddad sugeriu que Tarcísio, que é capitão da reserva do Exército, “deva ser favorável” ao período em que os militares comandaram o país “pela formação e pela proximidade com Bolsonaro“.
“Eu acredito que [Tarcísio] deva ser favorável pela formação e pela proximidade dele com o Bolsonaro. Para mim, que sou professor de ciência política, a coisa mais relevante do mundo é a liberdade. A ditadura é uma coisa muito séria, é muito grave você não saber se vai chegar em casa pelo que você pensa, pelas ideias que você defende, pela forma como você quer participar da vida política nacional”, disse.
“Principal liderança do Brasil”
Logo após Bolsonaro virar réu no STF, Tarcísio publicou no X uma mensagem em apoio ao ex-Bolsonaro, o qual chamou de “principal liderança política do Brasil”.
Em publicação no X, Tarcísio afirmou que “a verdade prevalecerá” e a “inocência será comprovada”.
“Jair Bolsonaro é a principal liderança política do Brasil, e assim seguirá. Sabemos que esse não é o primeiro e não será o último desafio a ser enfrentado, mas sabemos também que a verdade prevalecerá e sua inocência será comprovada. Estou certo de que Jair Bolsonaro conduzirá esse processo com a coragem que sempre motivou todos ao seu redor. Siga contando comigo e com os milhões de brasileiros que estão ao seu lado“, escreveu.
De olho em 2026
Levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP), indicou que 42% dos participantes da manifestação em favor da anistia dos presos do 8 de janeiro de 2023 defendem a candidatura de Tarcísio à Presidência da República de 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça inelegível.
A pergunta feita aos entrevistados foi: “Se Bolsonaro não puder ser candidato, qual dos nomes a seguir é o melhor para concorrer à presidência?”.
Em segundo lugar, ficou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que não esteve na manifestação, com 21%. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu 16% das menções, enquanto o senador e irmão Flávio Bolsonaro obteve 6% das menções.
Outros integrantes da direita, entre os quais os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e de Minas, Romeu Zema (NOVO), foram pouco citados entre os participantes. Ambos não foram ao ato em Copacabana.
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Comentários (3)
CESAR AUGUSTO DIAS MARANHAO
30.03.2025 21:10Haddad é apenas um serviçal do lula, dizem que é ministro mas não tem poder de decisão nenhum. O lula e o pt sempre apoiaram ditadores e assassinos como o Fidel Castro, Che, Maduro e Putin.
Fabio B
28.03.2025 21:44Olha a campanha aí entre os candidatos reais em 2026.
Emerson
28.03.2025 21:38Liberdade igual a que existe em Cuba , Venezuela , Nicarágua , Irã ......