Guia de regras para voos com animais em aeroportos brasileiros
Guia de regras para voos com animais no Brasil: normas da ANAC, PATA e dicas para viajar com pets em segurança por aeroportos brasileiros!
Viajar com animais de estimação em aeroportos brasileiros, como Guarulhos, Congonhas, ou Recife, exige conhecer as regras que garantem segurança e conforto para os pets. A ANAC regula o transporte aéreo, enquanto o Plano de Transporte Aéreo de Animais (PATA), lançado em outubro de 2024 pelo Ministério de Portos e Aeroportos, padroniza práticas entre companhias. Este guia detalha as normas atuais para voos com animais no Brasil, com base em informações oficiais da ANAC, do PATA, e políticas de aéreas como LATAM, GOL, e Azul, ajudando tutores a se prepararem.
Documentos e condições para o transporte
A ANAC exige que animais de estimação (cães e gatos) em voos domésticos tenham carteira de vacinação atualizada, com vacina antirrábica válida (aplicada há mais de 30 dias e menos de 1 ano), e atestado veterinário emitido até 10 dias antes do voo, comprovando saúde. Para voos internacionais, como de Brasília a Lisboa, é necessário o Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em unidades Vigiagro nos aeroportos, além de verificar exigências do destino (ex.: microchip na Europa).
O transporte não é obrigatório pelas companhias, mas, se oferecido, segue regras específicas. O PATA, implementado em novembro de 2024, exige que pets sejam saudáveis, com caixas de transporte adequadas (rígidas ou flexíveis, à prova de vazamento), e proíbe sedação, conforme o Ministério de Portos e Aeroportos. Cães-guia têm exceção: viajam gratuitamente na cabine com deficientes visuais, sem kennel, mas com comprovante de treinamento e vacinação, segundo a ANAC.

Regras de cabine e porão nas companhias aéreas
Na cabine, LATAM, GOL, e Azul aceitam pets até 10 kg (com caixa), em caixas de até 43x32x24 cm (flexível) ou 22 cm de altura (rígida), que caibam sob o assento. A LATAM cobra R$ 250 por trecho doméstico e R$ 600 internacional, enquanto a GOL (serviço Dog&Cat Cabine) e a Azul cobram R$ 200-250, limitando 3 animais por voo doméstico e 5 em internacionais, segundo os sites oficiais. Animais maiores vão no porão: LATAM aceita até 45 kg (animal + caixa), GOL até 30 kg (R$ 600 doméstico), com ambiente pressurizado.
O PATA exige rastreamento em tempo real e assistência veterinária nos aeroportos, como em Salvador ou Porto Alegre, para emergências no porão. A ANAC permite negar o embarque se o animal estiver estressado ou doente, e o tutor deve ser assistido. Chegue 2 horas antes para domésticos e 3 para internacionais, declarando o pet no check-in — em Galeão, por exemplo, isso é no Terminal 2. Avise a companhia com 48 horas de antecedência para itens no porão, evitando atrasos.
Dicas para uma viagem tranquila com seu pet
Acostume o animal à caixa semanas antes, usando petiscos e brincadeiras, já que ele ficará confinado durante o voo, como orienta o Guia PATA de 12 de dezembro de 2024. Leve água e comida na bagagem de mão (até 10 kg, 55x35x25 cm, pela ANAC), mas evite alimentar 4 horas antes para prevenir enjoos. Em Florianópolis, por exemplo, hidrate-o após a segurança nos bebedouros, já que o embarque pode ser rápido com as 8 pontes do terminal.
Evite voos com conexões longas — o PATA prioriza embarque e desembarque rápidos para reduzir estresse, e em Viracopos, hub da Azul, a entrega é individualizada. Cheque o clima do destino: LATAM e GOL podem recusar raças braquicefálicas (ex.: pug) no porão em altas temperaturas. Com essas regras e cuidados, você e seu pet viajam seguros e confortáveis por qualquer aeroporto brasileiro!
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