Grande SP tem primeiro alerta de incêndio do ano
Defesa Civil prevê umidade abaixo de 20% e risco segue elevado até sábado
A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta vermelho de risco de incêndio para a região metropolitana nesta quarta, 16, e quinta-feira, 17, o primeiro de 2025.
A classificação representa o penúltimo grau na escala estadual, que inclui também os níveis amarelo, laranja e roxo, este último reservado a situações de emergência.
Segundo a Defesa Civil, o alerta é motivado por uma combinação de fatores meteorológicos previstos para os próximos dias: queda acentuada da umidade relativa do ar, com estimativa de 20%, leve aumento nas temperaturas e elevação dos níveis de poluição atmosférica.
A previsão para a quarta-feira indica máxima de 24 °C, com sensação de calor e abafamento. O órgão aponta ainda a ausência prolongada de chuvas como fator determinante para o agravamento do risco.
Dados do Centro de Gerenciamento de Emergências da prefeitura mostram que, até terça, 15, a capital havia registrado apenas 1,2 milímetro de chuva em julho, o que representa 2,9% dos 41,7 milímetros esperados para o mês.
A Organização Mundial da Saúde considera inadequados à saúde humana os níveis de umidade inferiores a 60% e recomenda aumento da ingestão de água e evitar exposição solar entre 11h e 16h.
A Defesa Civil prevê que o risco de incêndios se mantenha elevado ao menos até sábado, 19.
A aproximação de uma frente fria poderá aumentar a umidade, mas, por estar distante do continente, não deverá provocar chuvas significativas.
Apesar das condições atmosféricas desfavoráveis, a Cetesb informou que a qualidade do ar oscilava entre moderada e boa na noite de terça na Grande São Paulo.
A recomendação oficial é evitar qualquer tipo de queima controlada e reforçar cuidados com descarte de resíduos em áreas de vegetação.
O alerta contrasta com os dados de junho, quando o estado registrou o menor número de focos de incêndio desde o início da série histórica do Inpe, em 1998.
Foram 55 ocorrências no mês passado, uma redução de 90% em relação ao mesmo período de 2024, que teve 532 focos.
Em junho, segundo o CGE, a cidade de São Paulo teve 14 dias com registro de chuva. A Defesa Civil atribuiu a queda nas queimadas ao clima mais úmido e a ações de prevenção intensificadas no período.
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