“Grande farsa para tirar Bolsonaro da vida pública”, diz Flávio
Senador apontou parcialidade no julgamento do ex-presidente por tentativa de golpe
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, classificou nesta sexta-feira, 28, como uma “grande farsa” o julgamento que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.
“Grande farsa que foi feita para tirar Jair Bolsonaro da vida pública. Ele foi julgado pelos seus inimigos e ele já sabia que seria condenado. Que organização armada? Não foi encontrada uma arma no 8 de janeiro. (…) Depredação de patrimônio público por Wi-Fi? Golpe da Disney? Isso foi uma farsa”, afirmou durante entrevista à TV Globo.
Flávio criticou a alegada falta de isenção de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento dos réus.
“Alexandre de Moraes, inimigo declarado. Flávio Dino, indicado pelo Lula e tem processo contra Bolsonaro. Zanin, indicado pelo Lula.”
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.
Urnas eletrônicas
Flávio afirmou que respeitará o resultado das eleições, mas destacou que ganhará o pleito. Questionado sobre a reunião que teve com embaixadores, em Brasília, disse:
“A minha fala foi sobre um assunto no momento fora do Brasil. Vou respeitar o processo, vou respeitar o processo eleitoral, vou ser presidente com essas regras. A Renata [jornalista da Rede Globo] vai anunciar, no dia 4, que Flávio será presidente da República. Peço para irem votar. É importante que você participe.”
“Não vou perder. Eu vou ganhar no primeiro turno”, acrescentou.
Encontro com embaixadores
Em encontro com representantes de 42 países realizado em Brasília, o senador pediu a diplomatas estrangeiros o envio de observadores internacionais para o pleito presidencial de outubro.
Durante a fala, o pré-candidato à Presidência associou as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic, repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.
Ao se dirigir à plateia, formada por membros do corpo diplomático de nações como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, Austrália e Alemanha, o senador afirmou: “que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossas eleições”.
Antes do pedido, ele fez menção a documentos da Agência Central de Inteligência (CIA) tornados públicos na semana anterior pelo governo do presidente americano Donald Trump, que apontam suspeitas sobre o sistema eleitoral da Venezuela.
Foi nesse contexto que Flávio mencionou a Smartmatic, dizendo que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A empresa não fabrica nem programa as urnas usadas no Brasil. Ela manteve apenas contratos pontuais de conexão de dados e voz com a Justiça Eleitoral, sem qualquer papel na operação dos equipamentos de votação.
O TSE já havia desmentido publicamente essa associação em 2017, 2020 e 2022, e reiterou a informação nesta terça-feira, quando foi procurado sobre a fala do senador.
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