Governo federal reconhece calamidade em Rio Bonito do Iguaçu
Tornado de categoria EF3 devastou boa parte da cidade paranaense na noite de sexta-feira
O governo federal reconheceu neste sábado, 8, o estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, depois que um tornado de categoria EF3 devastou boa parte do município na noite de sexta-feira. O fenômeno, com ventos que superaram os 250 km/h, deixou seis mortos, mais de 750 feridos e mais de mil pessoas desabrigadas.
A medida foi formalizada em portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União, assinada por Wolnei Wolff Barreiros, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil.
O reconhecimento foi feito em “rito sumário”, procedimento que permite acelerar o repasse de recursos para ações emergenciais, reconstrução de infraestrutura e restabelecimento de serviços essenciais.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o governo pretende liberar os recursos para o município até segunda-feira, 10.
“Fizemos o reconhecimento imediato de calamidade pública. O governo quer juntar forças para ajudar o Paraná, desde a reconstrução mais imediata, alimentação e itens de higiene pessoal, até o planejamento para a reconstrução da cidade”, disse Gleisi, que lidera uma comitiva federal enviada à região a pedido do presidente Lula.
De acordo com a portaria nº 1.466 de 2024, municípios com até 50 mil habitantes podem receber até R$ 200 mil em auxílio emergencial. Rio Bonito do Iguaçu, que tem cerca de 14 mil moradores, deve ser enquadrada nesse grupo.
“Está tudo no chão”
O prefeito Sezar Augusto Bovino (PSD) afirmou que a destruição foi generalizada.
“Os três maiores mercados foram destruídos. Está tudo no chão. Mas a gente pede calma para as pessoas. Passamos pela parte difícil e agora é a reconstrução.”
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) classificou o tornado como EF3, numa escala que vai até cinco.
Segundo o órgão, o fenômeno foi provocado por um ciclone extratropical que também causou estragos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
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