Governo do RS monta barreiras sanitárias para conter gripe aviária
Objetivo é inspecionar veículos com carga viva, ração e leite — considerados vetores de maior risco
O governo do Rio Grande do Sul iniciou a instalação de sete barreiras sanitárias para conter o avanço da gripe aviária em Montenegro, onde foi confirmado o primeiro caso do vírus H5N1 em uma granja comercial no país. Ao menos cinco pontos de controle já estavam operando até a noite de sábado.
As barreiras estão distribuídas em rodovias estratégicas da região: duas na BR-386, uma ao norte da RS-124, outra na TF-10 (acesso a Triunfo) e três em estradas vicinais.
O objetivo é inspecionar veículos com carga viva, ração e leite — considerados vetores de maior risco por circularem entre diversas propriedades rurais.
Automóveis de passeio também passarão por desinfecção em um raio de três quilômetros do foco da doença. Pedestres não serão alvo da ação.
A operação conta com apoio da Patrulha Ambiental da Brigada Militar e da prefeitura de Montenegro, com funcionamento 24 horas por dia. As medidas de contenção se estendem por um raio de até dez quilômetros da granja afetada.
Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), 94 propriedades já foram vistoriadas. O plano é inspecionar 540 estabelecimentos para controle e ações educativas sobre biossegurança.
Além do caso na granja, a Seapi também confirmou a morte de cisnes e patos por gripe aviária no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, a 34 km de Porto Alegre. O local está interditado, e estima-se que cerca de 90 aves tenham morrido até o momento.
A prefeitura de Montenegro ressaltou que o risco de contaminação humana é baixo e ocorre, geralmente, em pessoas com contato direto e prolongado com aves doentes, como tratadores. Nenhum sintoma foi registrado entre os monitorados.
Uruguai, Chile e México suspendem importação
O Uruguai, o Chile e o México suspenderam as importações de frango brasileiro após a confirmação do caso de gripe aviária em Montenegro.
Na sexta-feira, Argentina, União Europeia e China também anunciaram a interrupção das compras por um período de 60 dias.
A suspensão das compras está prevista nos protocolos sanitários firmados entre o Brasil e alguns parceiros, como a China. Outros acordos, no entanto, permitem a continuidade das exportações desde que o produto não venha da área afetada. É o caso de Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Reino Unido e Filipinas.
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