Governo do Rio pede mais prazo a Moraes para entregar relatório de megaoperação
Procuradoria-Geral do Estado questionou sigilo dos documentos solicitados pelo ministro do STF
O governo do Rio de Janeiro solicitou nesta terça-feira, 11, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação por cinco dias úteis do prazo para apresentar informações e documentos referentes à megaoperação policial de 28 de outubro nos complexos do Alemão e Penha.
Em documento enviado ao STF, a Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ) afirmou que as secretarias envolvidas na operação necessitam de mais tempo para consolidar as informações solicitadas pelo ministro.
O governo de Cláudio Castro (PL) também questionou o sigilo dos documentos alegando que eles contêm informações pessoais sensíveis. Além disso, pediu esclarecimentos sobre como os arquivos devem ser anexados: se de forma pública ou em petição separada, sob sigilo.
Laudos
Na segunda, 10, Moraes determinou a entrega de cópias de todos os laudos necroscópicos realizados, com registro fotográfico e busca de projéteis.
No despacho, o ministro ordenou ainda que o governador Cláudio Castro (PL) apresente os relatórios de inteligência que embasaram a ação.
Moraes é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que estabeleceu diretrizes para a atuação das forças de segurança no estado fluminense.
Inquérito suspenso
O ministro também suspendeu o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro que investiga a remoção de corpos de mortos da área da Serra da Misericórdia, onde houve o maior número de vítimas no confronto.
O secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, havia anunciado que seria aberta uma investigação sobre suposta fraude processual.
Ele afirmou que moradores estariam retirando roupas camufladas dos corpos das vítimas, que teriam confrontado os policiais na área de mata.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que, “assim que a 22ª DP (Penha) tomou conhecimento da remoção dos corpos e retirada de fardamentos, foi instaurado inquérito para apurar o crime de fraude processual”, afirmando que “não se trata de investigação contra familiares de mortos, mas de ordens de líderes da facção criminosa para tentar ocultar os vínculos dos mortos com a organização”.
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Comentários (2)
Otreblig50
12.11.2025 01:15Porque a demora agora para apresentar os relatórios ??? Talvez precise de mais tempo para APAGAR OS RASTROS !!!
Otreblig50
12.11.2025 01:14Se estava tudo TÃO PLANEJADO,