Governo de SP confirma segunda morte por intoxicação de metanol
A vítima, de 46 anos, apresentou sintomas em 29 de setembro e foi atendida em hospital no Tatuapé
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou neste sábado, 4, a segunda morte por intoxicação por metanol, de um homem de 46 anos. A primeira vítima, um empresário de 54 anos, também era residente da capital.
O governo estadual investiga outras sete mortes suspeitas pela mesma causa: quatro na cidade de São Paulo, duas em São Bernardo do Campo e uma em Cajuru. No total, há 148 casos em investigação, enquanto 15 já foram descartados.
A vítima de 46 anos apresentou sintomas em 29 de setembro e foi atendida no Hospital Municipal Dr. Carmino Caricchio, no Tatuapé, mas não resistiu.
O metanol é um álcool industrial usado em diluentes, anticongelantes, vernizes e fluido para fotocopiadoras. Ele pode ser fatal, pois seu metabolismo gera subprodutos tóxicos que atacam nervos e órgãos, podendo causar cegueira, coma e morte.
Os sintomas surgem entre 40 minutos e 72 horas após a ingestão e incluem problemas de coordenação, confusão, vômitos e queda da pressão arterial. Em estágios avançados, o ácido fórmico gerado pelo corpo pode levar a insuficiência renal, convulsões e hemorragia gastrointestinal.
O Ministério da Saúde informou que o país tem 127 casos notificados de intoxicação por metanol, sendo 11 confirmados. Foram adquiridas 4.300 ampolas de etanol farmacêutico e 2.500 tratamentos de Fomepizol como antídotos, com distribuição prevista para esta semana.
Em São Paulo, fiscalizações resultaram em interdições em bairros como Jardins, Mooca, Vila Mariana, Bela Vista, Itaim Bibi e M’Boi Mirim. Produtos suspeitos foram lacrados e enviados à Polícia Civil para análise.
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