Golpe da maquininha adulterada: como criminosos escondem o valor real da cobrança e fazem a vítima pagar mais
O golpe acontece em segundos e o valor só aparece depois
Na hora do pagamento, o golpe não parece golpe. A abordagem costuma ser rápida, a conversa vem pronta e a cobrança parece normal, até que o valor real só aparece depois no aplicativo do banco. O problema é que a fraude com maquininha adulterada ou manipulada continua entre os golpes mais comuns em pagamentos presenciais, justamente porque o criminoso tenta esconder o número da cobrança no momento em que a vítima digita a senha.
Como esse golpe funciona na prática?
Na maior parte dos casos, o criminoso cria uma situação em que a vítima não consegue conferir o valor verdadeiro. Isso pode acontecer com visor danificado, brilho comprometido, pressa forçada, máquina inclinada ou conversa usada para distrair no exato momento da cobrança.
Em outra versão, o golpista diz um preço baixo, mas digita outro muito maior antes de aproximar a maquininha. Também há situações em que ele afirma que a compra não passou e tenta repetir a cobrança, fazendo a vítima aceitar uma segunda transação sem perceber que a primeira já foi concluída.

De que forma eles escondem o valor real da cobrança?
O truque mais conhecido envolve impedir a leitura da tela. Por isso, maquininhas com visor quebrado, rachado ou escurecido são um risco óbvio, porque a vítima perde a referência visual justamente na hora em que deveria confirmar o valor antes da senha.
Os sinais mais comuns desse esconderijo de valor costumam ser estes:
- tela com defeito, película escura ou visor difícil de ler
- vendedor segurando a máquina sem deixar a tela virada para o cliente
- pressa para digitar a senha antes de mostrar o valor
- alegação de falha e tentativa de passar o cartão de novo
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Quais atitudes aumentam o risco sem a vítima perceber?
O golpe fica mais fácil quando a pessoa entrega o cartão ao atendente, digita a senha sem proteger o teclado ou deixa de acompanhar a notificação do banco no mesmo instante. Nessas brechas, o criminoso pode tanto cobrar um valor maior quanto trocar o cartão depois de observar a senha.
Alguns comportamentos deixam a fraude mais simples para quem está aplicando o golpe:
- entregar o cartão para outra pessoa inserir na máquina
- aceitar pagamento em visor danificado ou ilegível
- não checar o aviso do banco ou do cartão logo após a compra
- confiar apenas no valor falado, sem olhar o número na tela

O que fazer na hora para não cair nessa armadilha?
A proteção mais importante é manter o controle total do pagamento. Passe você mesmo o cartão, olhe o valor na tela antes de digitar a senha e cubra o teclado com a mão. Se o visor estiver com defeito ou se o vendedor tentar acelerar a operação, a compra deve ser interrompida na hora.
Também vale exigir comprovante ou conferir imediatamente a notificação do aplicativo bancário. Se o vendedor disser que a operação falhou, o certo é verificar no banco antes de aceitar nova tentativa, porque uma das táticas mais comuns é cobrar duas vezes e tratar a primeira como erro.
O que fazer se a cobrança aparecer errada depois?
Se o valor cobrado for maior do que o combinado, o primeiro passo é bloquear o cartão no aplicativo e avisar o banco ou a administradora imediatamente. Quanto mais rápida for a reação, maior a chance de reduzir prejuízo, contestar a compra e impedir novas tentativas com o mesmo cartão.
Depois disso, vale guardar comprovantes, prints, local da compra e horário da transação para reforçar a contestação. Também é importante registrar boletim de ocorrência e acionar canais de defesa do consumidor, porque esse conjunto de provas ajuda tanto na disputa da cobrança quanto na comunicação formal da fraude.
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