Gleisi sai em defesa de Motta
"Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil", afirmou a ministra responsável pela articulação política do governo
Responsável pela articulação política do governo Lula, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), saiu nesta quarta-feira, 2, em defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
“O debate, a divergência, a disputa política fazem parte da democracia. Mas nada disso autoriza os ataques pessoais e desqualificados nas redes sociais contra o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, o que repudio. Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil, dentre as quais se destaca a justiça tributária. O respeito às instituições e às pessoas é essencial na política e na vida”, escreveu Gleisi no X.
A defesa acontece uma semana após o presidente da Câmara colocar em votação o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que suspende a alta no IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.
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“Querem criar a polarização social”
Desde a derrubada do decreto de Lula no Congresso, Hugo Motta tem sido alvo de ataques dos lulistas.
“Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos. A Câmara dos Deputados, com 383 votos de deputados de esquerda, de direita, decidiu derrubar um aumento de imposto sobre o IOF, o imposto que afeta toda a cadeia econômica. A polarização política no Brasil tem cansado muita gente e agora querem criar a polarização social“, reclamou Motta em vídeo publicado nas redes sociais.
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“Nós avisamos ao governo”
No vídeo, o presidente da Câmara também rebateu a alegação de que o governo Lula se sentiu traído e foi pego de surpresa com a votação do IOF.
“O capitão que vê o barco indo em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice. E nós avisamos ao governo que essa matéria do IOF teria muita dificuldade de ser aprovada no parlamento. O presidente de qualquer poder não pode servir a um partido, ele tem que servir ao seu país”, defendeu-se Motta.
Sobre as análises de que ele “morde e assopra”, ao tentar agradar a governo e oposição, o presidente da Câmara disse o seguinte:
“Se uma ideia for ruim pro Brasil, eu vou morder. Mas se essa ideia for boa, eu vou assoprar, para que ela possa se espalhar por todo o país. Ser de centro não é ter ausência de posição, é ter ausência de preconceito. E podem ter certeza: se uma ideia for boa, nós vamos defender e assoprar para que ela possa atingir todos os brasileiros e brasileiras.”
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