Gleisi mira centrão para liderança do governo na Câmara
Entre os nomes cogitados estão Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Antonio Brito (PSD-BA) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Gleisi Hoffmann, nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo Lula, deve adotar como primeira medida a indicação de um deputado do centro para assumir a liderança do governo na Câmara dos Deputados. Entre os nomes cogitados estão Isnaldo Bulhões (MDB-AL), Antonio Brito (PSD-BA) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A nomeação de Gleisi para a Secretaria de Relações Institucionais gerou forte reação da oposição e alimentou interpretações de que Lula busca consolidar um governo mais fechado, fazendo um aceno direto à sua base política.
Reunião com Lula
Em uma conversa com o presidente Lula na última sexta-feira, Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, que vai assumir a Saúde, defenderam a necessidade de um deputado de partido aliado para liderar o governo na Câmara.
Segundo interlocutores, o presidente chegou a questionar se um nome do PT não poderia ocupar a função, mas a dupla argumentou que a escolha de um parlamentar de outra sigla facilitaria a articulação com os deputados, crucial para a governabilidade no Congresso.
Rejeição a Gleisi
Diante da insatisfação gerada pela escolha de Gleisi Hoffmann para a articulação política — uma figura controversa — surgem dúvidas sobre a disposição de um líder do Centrão em aceitar a missão de defender o governo perante os deputados.
Guimarães na berlinda
Um dos impasses que permeiam a conjuntura atual é o ressentimento do Centrão, que pediu a nomeação de Isnaldo Bulhões para a Secretaria de Relações Institucionais. A busca por Bulhões para substituir o petista José Guimarães pode ser interpretada como um prêmio de consolação, em meio à insatisfação com a escolha de Gleisi Hoffmann para a articulação política.
liderança do governo na Câmara dos Deputados está atualmente sob responsabilidade do deputado José Guimarães (PT-CE). Cotado para comandar a Secretaria de Relações Institucionais, o nome do parlamentar perdeu força após ser citado em uma investigação sobre desvio de emendas. Fontes próximas ao governo afirmam que o episódio praticamente eliminou suas chances de assumir o ministério e deve levá-lo, também, a ser destituído da liderança.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Fabio B
03.03.2025 14:07A Dilma não levou impeachment pela crise ou por ter pedalado, e sim por ter criado atrito com o Centrão. Não sei se o governo Lula desistiu de vez ou se tem um às na manga, mas colocar uma pessoa de "difícil trato" como a narizinho nesse ministério, é trabalhar para ter também atrito com o Centrão.