Gleisi diz que afastamento de diretor da PF protege “criminosos do Master”
Ex-ministra critica decisão de Mendonça e afirma que ministro do STF deveria tornar pública suposta ligação de Flávio com Vorcaro
A ex-ministra Gleisi Hoffmann afirmou nesta terça-feira, 8, que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de afastar do cargo o diretor da Polícia Federal (PF), André Rodrigues, premia “os criminosos do Master” e do escândalo do INSS.
Gleisi apontou que Mendonça também deveria tornar pública as supostas ligações do senador Flávio Bolsonaro com Vorcaro.
“Quem investigou os crimes de Daniel Vorcaro e prendeu a quadrilha do Master foi a Policia Federal comandada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues. Afastá-lo do cargo, como fez André Mendonça, é proteger e premiar os criminosos do Master, do INSS, da Carbono Oculto e dos traficantes de drogas que a PF combateu como nunca no governo do presidente Lula.
Ao invés de afastar quem investigou e prendeu, André Mendonça tem de abrir o sigilo de toda a investigação envolvendo o banco Master e Vorcaro, inclusive tudo que já foi desoberto sobre as ligações com Flávio Bolsonaro e sua família. Sobre os milhões de Vorcaro para o filme Dark Horse. No fim tudo isso está acontecendo às vésperas das eleições, o que torna a decisão ainda mais questionável.”
Gilmar pede vista
Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes, pediu vista nesta terça, 8, do julgamento que analisa a decisão de Mendonça.
O caso estava sob análise da segunda turma da Corte.
Antes de pedir vistas, dois ministros haviam se manifestado a favor da decisão de Mendonça: Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Assim, faltaria apenas a manifestação do ministro Dias Toffoli, que também integra o colegiado.
Afastamento de Rodrigues
A decisão de André Mendonça foi tomada após a produção do relatório apócrifo que embasou o pedido de investigação contra o magistrado feito na semana passada pelo seu colega Alexandre de Moraes.
Moraes acusou o colega de ato de improbidade administrativa e crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade a partir desse documento.
No despacho, Mendonça também determina que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar as circunstâncias em que os documentos foram produzidos, quem determinou sua elaboração, quem os redigiu e se existem outros relatórios com finalidade semelhante.
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