Girão sobre anistia na pauta de Motta: “Uma coisa é falar, outra é pautar”
Senador diz que discurso sobre golpe no 8 de janeiro "já morreu faz tempo" e prega cautela sobre suposta aproximação de Motta com a oposição
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), um dos principais defensores da anistia aos presos do 8 de janeiro no Congresso Nacional, defende cautela em relação à posição do presidente da Câmara sobre a proposta. Para ele, a declaração de Motta, que afastou a hipótese de tentativa de golpe, por meio da depredação de prédios públicos em Brasília, é óbvia e ainda não indica que a anistia será pautada sob sua gestão.“Uma coisa é falar e outra é pautar”, disse o senador a este site.
Para o senador, a narrativa sobre suposta tentativa de golpe no 8 de janeiro “é risível. Ficaria ruim um presidente da Câmara vir com uma narrativa dessa que já morreu faz tempo. É muito cedo para afirmar algum tipo de aproximação [de Motta com a oposição]. É muito cedo para avaliar. Vamos ver as atitudes, vamos ver se pauta. Tem é que pautar a anistia logo. Não tem que demorar, até porque não são criminosos essas pessoas”, afirmou.
E acrescentou: “Vamos ver se existe a coerência aí no pensar, no falar e no agir. Espero que o bom senso prevaleça. Isso é o tipo da coisa que é o obvio. Não tem que ter especulação em cima de um assunto que a consciência do brasileiro já entendeu”.
Anisita
A anistia fez parte da campanha do Novo pelo comando da Câmara, com a candidatura de Marcel van Hattem, e também no Senado com Girão.
O parlamentar chegou a dar uma declaração a O Antagonista lamentando que parte da oposição tenha feito adesão à campanha de Davi Alcolumbre alegando ter feito acordo por pautas prioritárias da direita. Ele disse que as eleições para o comando das Casas de Lei no Congresso Naiconal foram marcadas “pelo acordão mais vergonhoso da história”.
E acrescentou: “Ele[Alcolumbre] não é um personagem novo. Naquela época, ninguém sabia quem era, agora a gente já sabe: operador das emendas parlamentares, terceirizado do governo Lula. Ele faz a gestão terceirizada de emendas, como se fosse uma liderança doo governo. Se tivéssemos líderes que colocassem interesses pessoais e partidários de lado, teríamos uma oposição firme e combativa”.
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