Gilmar sai em defesa de Lewandowski na Justiça
Decano do STF diz que o antigo colega de tribunal será lembrado pela PEC da Segurança Pública e do PL antifacção, que não avançaram
Ricardo Lewandowski deixou o Ministério da Justiça na sexta-feira, 9, sem conseguir avançar com as duas principais propostas sobre segurança pública de sua gestão: a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção.
Mas o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (foto), ficou satisfeito com o desempenho do antigo colega de tribunal.
“A atuação do Ministro Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições, reafirmando a centralidade do Estado de Direito na política de segurança pública”, disse Gilmar em seu perfil no X, seguindo:
“Durante sua gestão, a Polícia Federal conduziu operações de grande relevância contra facções criminosas e esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, como as operações Tank, Quasar e Carbono Oculto, atingindo diretamente as engrenagens econômicas que sustentam o crime organizado.”
“Relevantes serviços prestados”
O decano do STF encerrou assim o registro de seu “reconhecimento ao Ministro Ricardo Lewandowski pelos relevantes serviços prestados ao país“:
“No plano institucional, sua passagem pelo Ministério será lembrada pela apresentação da PEC da Segurança Pública e do projeto de lei antifacção, iniciativas voltadas ao fortalecimento da coordenação federativa e ao aprimoramento dos instrumentos de combate ao crime organizado.”
Se a passagem de Lewandowski pelo Ministério da Justiça for de fato lembrada assim, ela deve ser esquecida muito em breve.
Será lembrado?
A PEC da Segurança Pública travou no Congresso Nacional porque vários governadores apontaram uma tentativa indevida de intromissão do governo federal nas competências estaduais.
O caso do PL Antifacção é ainda mais embaraçoso: o projeto foi parar nas mãos de um opositor do governo Lula, que perdeu interesse pela questão no momento exato em que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) começou a mexer no projeto de lei.
Ou seja, a intenção do governo não era exatamente melhorar o enfrentamento às facções, mas aparecer como protagonista nesse enfrentamento. Traduzindo: Lula não queria resolver o problema da segurança pública, mas o problema de um governo visto como leniente com a criminalidade.
Leia mais: A insegurança de Lula
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Comentários (1)
Annie
10.01.2026 16:05Alguém vai sentir alguma falta?