Gilmar rebate Flávio e chama suspeitas sobre urnas de “bravatas”
Ministro do STF cita a eleição das maiores bancadas do Congresso e de seis governadores pelo partido do senador
O ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “bravatas” as acusações de fraude nas eleições de 2026.
Em publicação nas redes sociais neste sábado, 7, o magistrado classificou como “levianas” as declarações que levantam suspeitas sobre o pleito e disse que as tentativas de desacreditar o sistema eleitoral serão “em vão”.
Gilmar também usou o desempenho eleitoral do PL para rebater as suspeitas. Lembrou que o partido de Flávio Bolsonaro elegeu as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores, com os mesmos equipamentos que agora são questionados.
Sem citar o nome de Flávio, escreveu:
“Há mais de 20 anos o sistema se submete a testes como esses, sem que jamais se tenha constatado um único indício de manipulação. O partido do candidato derrotado, que teve amplas possibilidades de participar de todas as auditorias, elegeu com essas mesmas urnas as maiores bancadas da Câmara e do Senado, além de seis governadores. Ainda assim, há quem alimente agora falsas narrativas contra o pleito.
Tudo em vão. Ao longo dos anos, a Justiça Eleitoral prestou serviços relevantes à nação e construiu uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas. A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável.”
Flávio questiona resultado
Em entrevista à Folha publicada na sexta-feira, Flávio disse que nem ele nem Lula podem afirmar, com 100% de certeza, quem venceu a eleição.
O senador reconheceu não ter provas de fraude, mas alegou que o tema não pode ser investigado no país. Também afirmou ter deixado o Brasil para não legitimar o que chamou de processo ditatorial.
“Nem eu nem Lula podemos falar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil. Eu tenho todas as ressalvas, motivos e indícios para desconfiar do que aconteceu nessas duas horas em que as eleições foram interrompidas, porque certamente elas não foram interrompidas para que as pessoas pudessem votar.”
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também defendeu a lisura da votação. Após a reeleição de Lula, declarou ter “absoluta segurança do processo eleitoral”.
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