Gilmar rebate críticas sobre “ativismo” do STF
Decano da Corte afirmou que os Poderes devem operar sob os mecanismos de freios e contrapesos
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a Corte sobre as críticas de “ativismo judicial”, durante o julgamento que discute os critérios para a quebra de sigilo do histórico de buscas de usuários de plataformas digitais.
“No que se refere à definição da função político-constitucional do Supremo Tribunal Federal, é importante pontuar que inúmeras decisões envolvendo competências distintas e relevantes desta Corte são transferidas para a vala comum do ativismo, como se o Supremo jamais pudesse decidir, independentemente do contexto ou das circunstâncias, sobre qualquer tema que possa refletir ou impactar nas atribuições concorrentes dos demais poderes”, afirmou o decano.
Gilmar disse que os três Poderes devem operar sob os mecanismos constitucionais de freios e contrapesos.
“É possível afirmar, ainda, que tais competências, por vezes, se sobrepõem ou entram em choque com as funções atribuídas ao Congresso Nacional ou ao Poder Executivo e que não há o monopólio absoluto, isento a qualquer mecanismo de controle, freio ou contrapeso, no exercício das mais variadas funções legislativas, administrativas ou jurisdicionais previstas pela Constituição Federal.”
Leia também: Gilmar manifesta “irrestrita solidariedade” a Moraes e esposa
“Irrestrita solidariedade”
Gilmar Mendes manifestou “irrestrita solidariedade” ao “colega e amigo” Alexandre de Moraes após o governo Trump aplicar sanções à esposa dele, Viviane Barci de Moraes, com base na Lei Magnitsky na segunda, 22.
Em postagem no X, o decano do STF classificou a medida como “arbitrária” e destacou a atuação de Moraes contra uma “ameaça” de tentativa de golpe de Estado no país.
“Manifesto minha irrestrita solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes e à sua família diante da injusta sanção aplicada por governo estrangeiro. Trata-se de medida arbitrária, que afronta a independência do Poder Judiciário e viola a soberania do Brasil.
É preciso recordar: nosso país esteve à beira de um golpe de Estado, com invasão e depredação de prédios públicos, acampamentos pedindo intervenção militar e até planos de assassinato contra autoridades da República. Coube ao ministro Alexandre, com coragem e firmeza, enfrentar essa ameaça e assegurar que a democracia prevalecesse.
Punir um magistrado e seus familiares por cumprir seu dever constitucional é um ataque direto às instituições republicanas. Reitero meu total apoio ao colega e amigo, convicto de que o Supremo Tribunal Federal seguirá forte e fiel ao seu compromisso com a Constituição.”
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Comentários (2)
Eliane ☆
24.09.2025 22:00Não consigo ouvir a voz do GM. Não consigo olhar para ele.
MARCOS
24.09.2025 18:08FREIO E CONTRAPESO O stf NÃO TEM.