Gilmar nega habeas corpus à mãe de Henry Borel
Ministro manteve prisão preventiva de Monique Medeiros
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira, 10, o pedido de habeas corpus de Monique Medeiros, suspeita de participar do assassinato do próprio filho, o menino Henry Borel, em 2021.
Na semana passada, a servidora pública entrou com uma liminar no STF para sair da prisão, após alegar ter sido vítima de um ataque promovido por uma outra detenta.
No despacho, Gilmar afirmou que a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) adotou todas as medidas cabíveis para garantir a segurança de Monique. Segundo o ministro, a mãe de Henry Borel também não teve o interesse em processar a suposta agressora.
“Como se vê, a administração penitenciária adotou todas as medidas para salvaguardar a integridade física da paciente, apesar de seu desinteresse inicial em ver processada a agressora”, decidiu o ministro.
Leia mais: “Caso Henry Borel: STF mantém prisão de Monique Medeiros”
Caso Henry Borel
Em 7 de março de 2021, o menino Henry Borel morreu em um apartamento em que vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Doutor Jairinho, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.
No dia do óbito, os dois levaram Henry até um hospital e alegaram que a criança tinha sofrido um acidente doméstico.
No laudo da necropsia do IML (Instituto Médico Legal) houve a constatação de 23 lesões no corpo do menino e a confirmação de que o óbito ocorreu em um intervalo de quatro horas após uma hemorragia interna.
Jarinho e Monique estão presos preventivamente.
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