Gilmar Mendes, sobre vice de Flávio: “Não o conheço”
Ministro do STF é relator de pedido de investigação sobre suposto estupro de vulnerável envolvendo Alfredo Gaspar
O ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 7, não conhecer o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O magistrado é relator do pedido de investigação da Polícia Federal sobre uma acusação de estupro de vulnerável contra o parlamentar.
Questionado sobre o caso durante evento em São Paulo, Gilmar também comentou o pedido de Gaspar para acelerar a produção de provas.
“O que está submetido a mim ainda é um pedido de providências preliminares por parte da Procuradoria-Geral da República. Isso foi encaminhado pela Polícia Federal. Vamos exaurir essa fase para depois nos debruçarmos sobre outra, eventualmente”, afirmou.
Na última quinta-feira, o deputado afirmou que Gilmar não gostava dele e reclamou da demora no andamento das diligências. “Gilmar Mendes nem gosta de mim”, disse o parlamentar a jornalistas.
Um dia depois, questionado sobre Gaspar, Gilmar respondeu apenas: “Não conheço”.
A declaração foi feita durante o lançamento de uma edição comemorativa de 30 anos de seu livro “Jurisdição Constitucional”, realizado na sede do IDP, em São Paulo.
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Gaspar nega acusações
A Polícia Federal pediu em abril a abertura de inquérito para investigar Gaspar.
Em maio, a PGR solicitou ao STF autorização para realizar diligências preliminares antes de decidir sobre a abertura da investigação. Gilmar autorizou as medidas e, posteriormente, deu prazo de 15 dias para os parlamentares que fizeram a denúncia apresentarem mais informações.
A acusação veio a público durante a sessão de encerramento da CPI do INSS, quando o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram Gaspar de estupro de vulnerável. Eles afirmam que o deputado teria mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos e que uma filha teria nascido do episódio.
Gaspar nega a acusação e afirma que o caso envolve um primo seu, também chamado Alfredo Gaspar, em Alagoas. O deputado diz que não teve relação com a adolescente e que um exame de DNA comprovaria que não é pai da criança mencionada na denúncia.
Pedido de urgência
Na quinta-feira, 6, Gaspar pediu à PGR uma apuração imediata do caso e se colocou à disposição para realizar uma nova coleta de material genético. A defesa também encaminhou à Procuradoria um perfil genético do deputado e solicitou que provas produzidas em um processo na Justiça de Alagoas sejam compartilhadas com a investigação federal.
Gaspar também acusa Lindbergh e Soraya de calúnia e afirma ser vítima de uma acusação falsa.
Em nota, disse:
“As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade.”
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