Gilmar barra reabertura do caso das ‘rachadinhas’ de Flávio
O decano do STF negou dois recursos do Ministério Público do Rio de Janeiro para a reabertura do processo envolvendo o filho de Jair Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes rejeitou na quarta-feira, 26, dois recursos do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pela reabertura do caso das “rachadinhas” no antigo gabinete do então deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair Bolsonaro (PL), registrou a Folha de S.Paulo.
Ao negar o primeiro recurso, o decano afirmou que não caberia análise da Corte por não haver norma da Constituição Federal envolvida.
Em relação ao segundo recurso, Gilmar alegou que o Ministério Público perdeu os prazos para recorrer.
Ele também entendeu que a acusação tentava rediscutir uma questão do foro especial.
O caso está sob segredo de justiça.
A blindagem de Flávio no STF
Como apontou Crusoé na raiz, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro Dias Toffoli, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, se aproximaram em 2019, quando Flávio Bolsonaro era alvo das investigações referentes ao escândalo das “rachadinhas” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, referente ao período que era deputado estadual.
Em 16 de julho daquele ano, Toffoli deu a decisão que travou a única investigação com potencial de causar embaraços sérios para o clã Bolsonaro na Justiça naquela época.
“Em uma canetada solitária, durante o recesso do Judiciário, Toffoli atendeu a um pedido dos advogados de Flávio Bolsonaro e suspendeu o inquérito aberto a partir do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, que havia apontado transações financeiras suspeitas envolvendo o agora senador e alguns funcionários e ex-funcionários de seu gabinete na Alerj, a Assembleia Legislativa do Rio, na época em que ele era deputado estadual. O documento apontava indícios da existência de um esquema destinado a coletar parte dos salários dos assessores, o chamado ‘rachid’. Em alguns casos, havia a suspeita de que se tratava de funcionários fantasmas. Havia, entre as informações, outros elementos desagradáveis para a família. A apuração localizou, por exemplo, um repasse de 24 mil reais de Fabricio de Queiroz, ex-motorista de Flávio e amigo pessoal de Jair, para a primeira-dama Michele Bolsonaro”, revelou Crusoé.
Além de beneficiar Flávio Bolsonaro, a canetada também contemplava o próprio Toffoli e outros ministros de cortes superiores, como Gilmar Mendes, “que andavam furiosos desde que descobriram haver apurações internas na Receita Federal sobre movimentações financeiras deles próprios e de seus familiares”.
Leia mais: Todo o poder a Toffoli
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Comentários (4)
Denise Pereira da Silva
27.02.2025 15:54Acordo feito, acordo cumprido. Sem CPI da Lava Toga, sem investigação de rachadinha. Selva!
Fabio B
27.02.2025 14:50Honrou o acordo pela destruição da lava jato.
Emerson H de Vasconcelos
27.02.2025 12:27Pois é. Gosto quando se fala em Justiça impessoal? Depois me dá um desânimo.
Marcos Rezende
27.02.2025 12:07Bandidos são bandidos e tem quadrilha para se protegerem.