GHF já entregou 52 milhões de refeições em Gaza
Fundação opera com apoio dos EUA e de Israel em centros próprios e seguros, fora do sistema da ONU
A Gaza Humanitarian Foundation (GHF) é uma organização americana criada em fevereiro de 2025, com sede em Delaware, para distribuir ajuda humanitária diretamente à população civil da Faixa de Gaza durante a crise provocada pelo conflito na região.
Com apoio dos governos dos Estados Unidos e de Israel, a fundação atua de forma independente dos canais tradicionais da ONU e afirma ter distribuído mais de 52 milhões de refeições desde 26 de maio.
A GHF estabeleceu quatro centros próprios de distribuição, dois em Rafah, um em Khan Younis e um na região central de Wadi Gaza, com capacidade inicial para atender até 1,2 milhão de pessoas.
O modelo prevê expansão para mais de 2 milhões, com apoio logístico de empresas americanas e atuação coordenada com o Exército israelense.
“Estamos salvando vidas todos os dias, enquanto outros discutem sobre modelos ultrapassados”, afirmou o presidente da fundação, o reverendo Johnnie Moore. “A população sabe quem está ajudando e quem está explorando”.
Segundo documentos oficiais, a fundação atua com monitoramento em tempo real, auditoria independente e liderança experiente, incluindo nomes como Nate Mook, ex-CEO da World Central Kitchen, e Jake Wood, fundador da Team Rubicon.
O custo por refeição é calculado em US$ 1,31, com prestação de contas detalhada e aberta a doadores. A fundação declara seguir os princípios de humanidade, neutralidade, imparcialidade e independência.
“Mesmo durante o conflito com o Irã, não paramos de entregar alimentos um único dia”, disse Moore. Em 12 de junho, oito voluntários da GHF foram mortos em Gaza. “Foram deixados na porta do hospital, sem socorro”, afirmou.
O governo americano confirmou repasse inicial de US$ 30 milhões à GHF. Israel, embora negue financiamento direto, aprovou apoio logístico e operacional equivalente a R$ 980 milhões.
Os alimentos incluem arroz, farinha, grão-de-bico, enlatados, óleo, água potável e kits de higiene. A entrega é feita em caixas padronizadas, com calorias e nutrientes equivalentes aos padrões da ONU.
O sistema tradicional da ONU, baseado na UNRWA, entrou em colapso após revelação de envolvimento de funcionários com o Hamas, uso de material didático antissemita e incapacidade de garantir segurança das cargas.
A própria ONU demitiu nove funcionários investigados por ligação com os ataques de 7 de outubro. Relatórios independentes apontam influência do Hamas sobre sindicatos da agência em Gaza e uso político da definição de refugiado.
Nos centros da GHF, a entrada é livre, sem triagem, e a organização afirma que “não há discriminação nem interferência externa”. A fundação relata que parte da resistência a seu modelo vem de “quem perdeu o controle da distribuição”.
Entre 27 de maio e 24 de junho, houve 19 incidentes com armas nas proximidades dos centros, segundo as Forças de Defesa de Israel.
Entidades como Oxfam, Save the Children e Médicos Sem Fronteiras assinaram nota conjunta pedindo o fim do modelo da GHF, alegando riscos à neutralidade e à segurança.
A fundação rebateu: “Estamos abertos à cooperação. Em vez de criticar, venham ajudar a alimentar os palestinos”.
- Leia mais:
“Hamas atira em civis e aterroriza palestinos durante distribuição de alimentos em Gaza”
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Comentários (2)
Robert R.
02.07.2025 20:24Gaza family mourns 19-year-old killed at Israeli aid site After repeated displacement, the Qassem family lost their 19-year-old son Khader, who was shot dead while collecting aid at an IDF-approved distribution site. This report includes distressing family accounts. Independent verification is not possible due to Israeli restrictions on media access to Gaza. https://www.dw.com/en/gaza-family-mourns-19-year-old-killed-at-israeli-aid-site/video-73116569
Marcia Elizabeth Brunetti
02.07.2025 09:09Se a Greta tivesse conseguido entregar suas marmitas hoje não teria fome na Palestina. Kkkkkkk