Garotinho está de volta
A decisão foi tomada na sexta-feira última, mas ainda precisa passar pela convenção fluminense do Republicanos
A executiva estadual do Republicanos escolheu o nome do ex-governador Anthony Garotinho (foto) para disputar o cargo de governador do Rio de Janeiro nas eleições deste ano.
A decisão foi tomada na sexta-feira última, mas ainda precisa passar pela convenção fluminense da sigla, marcada para o próximo sábado.
Levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado no início de junho indicou que a possível entrada do ex-governador na corrida eleitoral tem o potencial de impedir uma vitória do ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (PSD) no primeiro turno da eleição deste ano.
A candidatura de Garotinho, no entanto, ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma mudança na Lei da Ficha Limpa que reduziu o período das punições de inelegibilidade para condenados.
O decano do STF, Gilmar Mendes, paralisou o julgamento na semana passada com um pedido de vista. Por enquanto, a relatora, Cármén Lúcia, e Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade da mudança, o que prejudicaria Garotinho.
Mais um
A pesquisa divulgada em 4 de junho mostra Paes liderando a corrida pelo Palácio da Guanabara, com 48,3% dos votos. É menos do que os 53% com que ele aparecia no levantamento do mesmo instituto em abril e lhe dariam uma vitória no primeiro turno.
A entrada de Garotinho, que marca 9,2% na pesquisa e aparece em terceiro lugar, parece determinante para isso.
O segundo lugar é do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), pré-candidato da família Bolsonaro no estado.
Ruas tinha 13,2% das intenções de voto em abril, e aparece agora com 12,6%, uma variação negativa dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.680 eleitores em 68 municípios do estado.
Anthony Garotinho é um dos principais personagens da política fluminense desde os anos 1990. Radialista de origem, iniciou a carreira pública em Campos dos Goytacazes (RJ), onde foi eleito prefeito por dois mandatos. A projeção estadual veio após passagem pela Secretaria de Agricultura no governo Leonel Brizola e pela eleição ao governo do Rio de Janeiro, em 1998.
Governou o estado entre 1999 e 2002, período em que implementou programas sociais como o Cheque Cidadão e projetos na área de segurança pública, entre eles o Delegacia Legal. Em abril de 2002, renunciou ao cargo para disputar a Presidência da República pelo PSB, terminando a eleição em terceiro lugar, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e José Serra (PSDB). A então vice-governadora Benedita da Silva assumiu o governo até o fim do mandato.
Casado com a ex-governadora Rosinha Garotinho, exerceu influência política durante a gestão da aliada e ocupou cargos como secretário estadual de Segurança e de Governo. Em 2010, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com a maior votação do estado para o cargo naquela eleição.
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Comentários (1)
Maglu Oliveira
21.07.2026 08:56Todo criminoso volta ao local do crime...