Galípolo isenta Campos Neto no caso Master e irrita Lula
Presidente do BC contraria estratégia do PT ao absolver antecessor de responsabilidade no colapso do banco que gerou rombo de mais de R$ 50 bi
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou na quarta-feira, 8, que não há indícios que apontem responsabilidade do ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto pelo colapso do Banco Master. A declaração provocou reação imediata no Palácio do Planalto e na direção do PT, que vinham trabalhando para associar o escândalo à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A fala que irritou o Planalto
Questionado por senadores sobre caso Master, Galípolo garantiu que “não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos Neto. Consigo relatar aqui o que está nos autos”.
A resposta contrariou a narrativa adotada pelo governo desde que a crise veio a público. Em reuniões no Palácio do Planalto, a Fazenda, a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação definiram que o escândalo deveria ser vinculado ao período Bolsonaro. Petistas passaram a usar o termo “Bolsomaster” para reforçar a ligação com o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como principal adversário de Lula na disputa deste ano.
Lindbergh Farias protestou publicamente: “Gabriel Galípolo escolheu o caminho de tentar blindar Roberto Campos Neto. Ao afirmar que não existe auditoria, sindicância ou conclusão interna que aponte responsabilidade do ex-presidente do Banco Central, ele demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou”.
Fritura e risco à autonomia do BC
A irritação com Galípolo não é de hoje. Em março, Lula admitiu publicamente ter ficado “triste” e “frustrado” com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juros em apenas 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano.
Nos bastidores, integrantes do núcleo de governo afirmaram que Galípolo estaria agindo para “agradar” à Faria Lima, já de olho na “volta ao mercado” — embora seu mandato só termine em dezembro de 2028.
Galípolo foi indicado por Lula em 2024, a pedido do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Desde que assumiu o cargo, acumula o rótulo de “decepção” entre petistas, segundo relatos de pessoas próximas ao governo.
Segundo o Estadão, interlocutores do presidente do BC asseguraram que ele não cederá a “retaliações” e seguirá com o que descreveram como “trabalho técnico”, sem colocar a autarquia no centro da disputa eleitoral.
A principal preocupação interna é de natureza institucional: o governo pode atuar contra a aprovação da PEC da autonomia orçamentária do Banco Central, proposta em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
A medida, se bloqueada, reduziria a margem de manobra financeira da autarquia — instrumento de pressão que o Planalto teria à disposição sem confronto direto com a independência do BC.
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Comentários (2)
Pedro Boer
09.04.2026 22:20Qualquer atitude honesta causa urticária nos ptistas...
Andre Luis dos Santos
09.04.2026 21:25O #PTlixo, como sempre, atuando no melhor interesse da republica, da democracia, das instituições, não é mesmo? Eu acho incrível o nível de CANALHICE INTELECTUAL dessa gentalha. Adoram posar de defensores da "democracia", mas sao os seres mais autoritários da face da Terra. Com essa PTralhada IMUNDA, ou você se dobra a eles, ou você é o diabo. O sonho desses FILHOS DAS PUTAS e que o Brasil fosse igual a China, uma "democracia" de partido único, com "Painho" Jin Pin no comando. Ta certo esse Galipolo de dar uma banana pra esses VAGABUNDOS! VTNC PT!!!