Furlan derrota aliado de Alcolumbre no AP, mas caso ainda depende do TSE
O ex-prefeito de Macapá conseguiu vencer mesmo sem o apoio da máquina pública e enfrentando o grupo do presidente do Senado
O ex-prefeito de Macapá Antônio Furlan (PSD) foi eleito governador do Amapá neste domingo. Com xx% das urnas apuradas, Furlan tem 62,75% dos votos contra 36,97% de Clécio Luís (União Brasil).
A vitória de Furlan representa uma derrota inconteste do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União, foto) e da máquina pública amapaense. Aliados de Furlan acusaram Alcolumbre, inclusive, de tentar levar a eleição para o tapetão na reta final da campanha.
A disputa no Amapá começou com cinco nomes na disputa, mas terminou concentrada nos dois principais grupos políticos do estado.
Durante a campanha, Clécio tentou transformar a disputa eleitoral em uma avaliação de sua gestão. Ele destacou ações nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública e procurou associar sua candidatura a projetos de desenvolvimento econômico do estado.
Entre as bandeiras apresentadas pelo governador está a tentativa de atrair investimentos relacionados à exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, além do fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à bioeconomia amazônica. Pautas articuladas por Alcolumbre em âmbito nacional.
Furlan, por sua vez, apostou na nacionalização da campanha e no discurso sobre experiência administrativa relacionada à capital do Amapá. A aliança que sustentou sua candidatura reuniu o PSD de Gilberto Kassab e o PL de Flávio Bolsonaro.
Eleição ainda sob risco
Na véspera da eleição, mais precisamente na noite desta sexta-feira, 2, o vice-procurador-geral eleitoral do Estado, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de tutela provisória de urgência para que o registro de candidatura de Furlan fosse indeferido liminarmente.
O julgamento do recurso está suspenso desde 24 de setembro, quando o ministro André Mendonça pediu vista do processo. Com o pedido de urgência, o MPE pretendia que o relator decidisse sozinho uma questão que o colegiado do TSE ainda não concluiu. A candidatura de Furlan foi deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, que reconheceu a renúncia à Prefeitura de Macapá como desincompatibilização regular para a disputa ao governo e afastou qualquer causa de inelegibilidade.
Não foi a primeira vez que o Ministério Público tentou antecipar a retirada de Dr. Furlan da eleição. Em julho, o MPE ajuizou no TRE-AP uma ação cautelar pedindo que a publicação do edital de registro da candidatura fosse adiada, antes mesmo de o pedido de registro ter sido protocolado.
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