Fuga de Flávio envolveu seis carros e ao menos três jatos, diz jornal
Segundo o Clarín, operação incluiu rotas alternativas para evitar que o senador fosse impedido de deixar o país
A fuga de Flávio Bolsonaro (foto) do Brasil envolveu uma operação com seis carros e ao menos três jatos particulares, segundo reportagem do jornal argentino Clarín.
O esquema teria sido montado para despistar autoridades e garantir alternativas de transporte ao senador, que estava proibido por decisão judicial de deixar o país.
Viagem por terra
De acordo com o jornal, seis veículos deixaram a casa de Flávio, em Brasília, para dificultar a identificação do carro que transportava o senador e sua família.
O grupo percorreu mais de 1.600 quilômetros até a região da fronteira com a Argentina.
O plano inicial previa um voo fretado de Brasília até Foz do Iguaçu. O proprietário da aeronave, porém, desistiu de realizar a viagem depois que veio a público a decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impedia Flávio de sair do Brasil.
Jatos de reserva
A reportagem afirma que pelo menos três jatos foram mobilizados, com rotas alternativas e até a possibilidade de embarque pelo Paraguai. As aeronaves teriam sido posicionadas para evitar que um eventual problema com o plano principal impedisse a viagem.
Segundo o Clarín, representantes dos Estados Unidos ajudaram a organizar o trajeto e coordenaram procedimentos no aeroporto de Puerto Iguazú.
O jornal também relata que funcionários argentinos foram afastados de parte das operações e que a família chegou à pista por um acesso reservado, antes de uma caminhonete filmada por emissoras de TV.
Participação de Argentina e EUA
O presidente argentino Javier Milei teria enviado seu assessor Santiago Caputo à região para auxiliar na operação. Os governos da Argentina e dos Estados Unidos, porém, não confirmaram participação.
Neste sábado, 31, como mostramos, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou que o governo dos EUA tenha ajudado Flávio a deixar o Brasil.
Reportagens de jornais americanos, por outro lado, atribuíram a Jason Miller, assessor de Donald Trump, a organização do jato particular usado pelo senador.
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