“Fruto da impunidade”, diz Derrite sobre assassinato de Beatriz, de 20 anos
Preso por envolvimento no crime já tinha passagem por roubo. Secretário culpa “fragilidade da legislação”
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou na segunda-feira, 3, que o assassinato de Beatriz Munhos 9foto), de 20 anos, em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, é “fruto da impunidade”.
Preso por envolvimento no crime, Lucas Kauan da Silva Pereira, de 18 anos, tinha passagem por roubo.
“Estamos aqui debruçados sobre as hipóteses e as linhas de investigação do caso, mas o que deixa a gente mais revoltado é mais uma vez… isso é fruto da impunidade que impera no nosso país. Esse criminoso preso hoje, ele já foi preso duas vezes por roubo, por adulteração de chassi de veículo automotor, por receptação e agora cometeu um latrocínio”, disse Derrite em vídeo gravado ao lado do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Arthur Dian.
“A gente tem que se inspirar nas palavras do pai da Beatriz, do Lucas, que de forma muito emocionada disse: ‘Eu espero que nenhum pai passe pelo que eu estou passando’. E a gente também espera que nenhum pai continue passando por isso. Isso só acontece pela fragilidade da legislação. Um país sério, um indivíduo que já foi preso duas vezes por roubo, por alteração de veículo, por receptação, não estaria cometendo um latrocínio, estaria preso”, acrescentou.
O assassinato de Beatriz Munhos
Beatriz Munhos morreu no sábado, 1º, ao ser baleada na cabeça durante um assalto na região de Sapopemba, em São Paulo.
Acompanhada do pai e do namorado, ela foi atingida em frente aos dois ao reagir ao assalto.
O namorado de Beatriz contou à Polícia Civil que eles saíram Sorocaba, no interior de São Paulo, para entregar um drone negociado pela internet.
Ao serem abordados por dois criminosos que estavam em uma moto, Beatriz saiu do veículo da família e disparou spray de pimenta na direção de um dos assaltantes.
O criminoso atirou em Beatriz que morreu no local.
O caso foi registrado como latrocínio.
Prisão
A Polícia Civil prendeu Lucas Kauan da Silva Pereira na segunda, 3. Ele é apontado como o motorista da moto usada no crime.
Lucas Kauan negou envolvimento no crime.
“Não fui eu, senhor. Minha moto eu abandonei desesperado, mas não fui eu não, senhor”, disse.
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