Frias e Flávio defendem produtora de ‘Dark Horse’
Parlamentares do PL reagiram à ação que investiga contrato de R$ 108 milhões entre ONG e Prefeitura de São Paulo
O senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias reagiram à operação deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira, 1° de junho, contra o Instituto Conhecer Brasil, da empresária Karina Gama, sócia da produtora Go UP, responsável pelo longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação investiga suspeitas de fraude em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a ONG e a prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi gratuito em vias públicas da cidade.
Flávio Bolsonaro nega relação entre operação e o filme
Durante visita ao Mercado Central de Belo Horizonte na tarde desta segunda, Flávio Bolsonaro comentou a operação e disse estar preocupado com as possíveis motivações da ação.
“Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para investigar irregularidades em um determinado contrato, que é de um ano e meio, dois anos para trás, tudo bem, as pessoas vão ter que explicar, o que não tem absolutamente nada a ver com o filme”, declarou o senador.
Segundo o parlamentar, a investigação sobre o contrato entre o ICB e a Prefeitura de São Paulo é uma questão separada da produção cinematográfica e diz que os envolvidos terão de prestar esclarecimentos sobre o acordo.
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Frias diz que produtora “não ficará sozinha”
O deputado federal Mario Frias (PL-RJ) também se posicionou publicamente. Em nota ao Globo, defendeu Karina Gama, afirmou que ela “não ficará sozinha” e classificou a produtora como “humilde, honesta e trabalhadora”. Frias disse que confia “irrestritamente nela. Karina está sendo usada politicamente. Tudo será amplamente explicado”.
Garantiu ainda que o contrato de R$ 108 milhões — firmado pela gestão Ricardo Nunes (MDB) com o ICB para a instalação de 5 mil pontos de internet sem fio em logradouros públicos da capital paulista — “é desconexo” da produção do filme sobre Bolsonaro.
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