Fraudes no INSS: PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto
Policiais cumprem 31 mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 27, uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.
Com o apoio da Controladoria-Geral da União, os policiais cumprem 31 mandados de busca e apreensão, oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas em três estados –Pernambuco, São Paulo e Paraíba– e no Distrito Federal.
“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a Administração Pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, afirmou a PF em nota.
Segundo o G1, a PF apura a atuação de três núcleos regionais envolvidos nas fraudes do INSS.
Em São Paulo, onde são cumpridos nove mandados, quatro associações são alvo de buscas. São elas: Amar, Master Prev, AASAP e ANDAPP.
Na capital federal, as investigações recaem sobre as associações UNIBAP e ABENPREV.
Em Pernambuco, a operação mira servidores e ex-servidores do INSS.
Os investigados são:
- Alexandre Caetano, integrante da estrutura operacional e financeira investigada;
- Américo Monte Júnior, responsável pela estrutura e gestão de associações investigadas;
- Anderson Cordeiro de Vasconcelos, responsável pela estrutura das entidades;
- Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, ligado à estrutura operacional das entidades;
- Cleiton dos Santos Medeiros, operador ligado à estrutura financeira e operacional investigada;
- Daniel Gerber, citado como operador ligado ao funcionamento financeiro do grupo;
- Everaldo Felício de Macedo Junior, ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns;
- Felipe Macedo Gomes, envolvido na estrutura e administração das entidades;
- Gutemberg Tito de Souza, apontado como um dos articuladores ligados à gestão das associações UNIBAP e ABENPREV;
- Igor Dias Delecrode, integrante da gestão das associações sob investigação;
- Rogério Soares de Souza, ex-integrante da diretoria do INSS e da Superintendência Regional do Nordeste;
- Zacarias Canuto Sobrinho, articulador ligado à administração das entidades investigadas.
Em um primeiro momento, O Antagonista publicou que AASP seria alvo de busca e apreensão. No entanto, a associação investigada é a Associação de Apoio Social e Assistência ao Próximo Saúde (AASAP).
A Associação dos Advogados (AASP) divulgou a seguinte nota:
“A AASP – Associação dos Advogados esclarece que matérias jornalísticas publicadas na manhã desta quarta-feira, 27, incluíram, de forma equivocada, o nome da Associação em conteúdos relacionados à operação deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) envolvendo fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. O equívoco certamente decorre de um erro de digitação da sigla de uma das entidades investigadas.
A AASP informa aos mais de 75 mil associados e associadas de todo o Brasil, aos nossos parceiros e a toda a sociedade, que está contatando os veículos de imprensa e tomando as medidas necessárias para a correção do erro.”
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Comentários (1)
Annie
27.05.2026 10:56Que se vão todos para o xilindró, mas como é Brasil minhas esperanças se vão .