Fraude no INSS: oposição questiona PGR sobre troca de delegado em investigação
Polícia Federal apresentou ao ministro André Mendonça, nesta sexta, a nova coordenação responsável pela Operação Sem Desconto
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), protocolou uma representação, na Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo explicações sobre a substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações das fraudes no INSS.
Mais cedo, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu com integrantes da corporação na Corte e, na ocasião, foi apresentado ao magistrado a nova coordenação que cuida da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de descontos associativos não autorizado em aposentadorias e pensões do INSS. O ministro é o relator do caso na Corte.
“O MESMO DELEGADO QUE INVESTIGAVA O FILHO DE LULA NO ESCÂNDALO DO ROUBO DOS APOSENTADOS. Milhões de idosos foram lesados. Bilhões de reais desapareceram. E justamente agora acontece a troca do delegado responsável pelo caso? Coincidência? O Brasil inteiro exige respostas. Estamos falando de um dos maiores escândalos contra aposentados da história recente do país”, escreveu Cabo Gilberto Silva, fazendo referência ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“E a sociedade brasileira não aceitará qualquer tentativa de interferência, blindagem ou enfraquecimento das investigações. Solicitei à PGR: acompanhamento institucional do caso; preservação integral das provas; garantia da continuidade das investigações; verificação da regularidade da substituição realizada. Quem roubou aposentado precisa responder. Sem blindagem. Sem interferência. Sem seletividade”, complementou o parlamentar.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que foi presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, enviou um ofício ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, solicitando esclarecimentos formais sobre a substituição do delegado.
Ao anunciar o envio do ofício, no X, Viana ressalta que o caso “também alcançou o filho do presidente Lula”.
“O Brasil não pode aceitar dúvidas, silêncio ou coincidências em uma investigação que revelou uma das maiores fraudes morais já praticadas contra aposentados e pensionistas. Como Senador que presidiu a CPMI do INSS, acompanhei de perto o sofrimento de milhares de brasileiros roubados depois de uma vida inteira de trabalho”.
O senador prossegue: “Trocar o delegado responsável pelo caso em um momento tão sensível exige transparência absoluta e respostas claras à sociedade. Quem não deve, não teme investigação”.
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