França e Marina defendem voto útil contra a direita em SP
Vice de Haddad prevê disputa decidida em turno único; senadora reeleita associa adversários a ameaça às instituições
Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), aliados da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, defenderam nesta segunda-feira, 3, a mobilização eleitoral contra o campo bolsonarista no estado.
Em evento realizado no teatro da PUC-SP, o Tuca, o vice na chapa petista avaliou que a eleição paulista deve se resolver em turno único, dado o número reduzido de candidaturas competitivas. Já a candidata ao Senado alertou para riscos ao sistema democrático partindo de setores ligados ao bolsonarismo.
França vê corrida decidida em turno único
Durante discurso no evento “Direitos Já! Fórum pela Democracia”, França afirmou que a disputa em São Paulo ficou concentrada em poucos nomes, o que faria de cada voto um peso duplo na eleição. Essa configuração eleitoral também repercute na disputa presidencial, na qual Lula aparece à frente nas pesquisas, seguido por Flávio Bolsonaro (PL).
O vice de Haddad classificou o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como uma versão mais moderada, na aparência, do mesmo projeto político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele fez avaliação semelhante sobre Flávio Bolsonaro, com base em entrevista concedida pelo senador à TV Band no domingo (2 de agosto):
“Achei que ele tem a mesma frieza das pessoas que pensam como ele, mas evidentemente ele é muito melhor ao falar do que o pai.”
França também comentou a presença de líderes estrangeiros na campanha adversária, citando a participação do presidente argentino Javier Milei na convenção do PL e a aproximação de Tarcísio com o governo de Donald Trump, responsável por tarifas aplicadas a exportações brasileiras.
Marina associa adversários a risco institucional
Candidata à reeleição ao Senado por São Paulo, Marina Silva declarou que o sistema democrático vem sendo enfraquecido internamente e relacionou o tema à eleição deste ano, sobretudo à disputa pela composição do Senado.
“Aqueles que são contra a democracia usam a democracia para ocupar os espaços de poder e depois atomizar a democracia”, disse a candidata, que compõe chapa com Simone Tebet (MDB).
Do lado bolsonarista, concorrem ao Senado paulista os deputados federais Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), além do deputado estadual André do Prado (PL). Apenas Derrite e do Prado têm apoio declarado de Tarcísio de Freitas na disputa.
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