FPA reage à associação do agro à tentativa de golpe: “Inadmissível”
Depoimento de Mauro Cid à PF denuncia suposto uso de recursos do setor por Braga Netto
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) repudiou, por meio de nota, a associação do setor agropecuário a atos golpistas. A reação ocorre após depoimento à Polícia Federal do tenente-coronel, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), em que afirmou que recursos para viabilizar a suposta tentativa de golpe tinham origem no agronegócio brasileiro.
Cid afirmou que o ex-ministro Walter Braga Netto, preso no sábado (14), recebeu os recursos e os repassou ao major Rafael de Oliveira, que os transportou em uma sacola de vinho. De acordo com Cid, Braga Netto disse que o financiamento provinha do “pessoal do agronegócio”.
Imparcialidade nas investigações
A bancada do agro defendeu que as investigações sejam conduzidas “com urgência e rigor”, assegurando imparcialidade na apuração das suspeitas. “A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reforça a importância de que as investigações sejam conduzidas com urgência e rigor, apurando todos os indícios de ações criminosas de forma imparcial”, defendeu bancada presida pelo deputado Pedro Lupion (PP-PR).
Generalização
“É inadmissível que ações isoladas sejam usadas para generalizar e comprometer a imagem de um setor econômico composto por mais de 6 milhões de produtores e que desempenha papel fundamental no desenvolvimento do país”, afirmou a FPA.
E acrescentou: “A FPA destaca a necessidade de que as investigações sejam conduzidas de forma legal, transparente, equilibrada e em estrita observância ao que determina a Constituição Federal”.
O plano de golpe segundo a PF
A Polícia Federal afirma que o plano de golpe envolvia a execução do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apontam que o ex-ministro Walter Braga Netto teria atuado como coordenador. Além disso, ele é investigado por tentar acessar informações da delação premiada de Mauro Cid. A defesa de Braga Netto refuta qualquer acusação de obstrução das investigações.
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