Flávio reúne governadores e diz que vai governar “olhando para cada estado”
Candidato à Presidência afirmou que pretende aproveitar experiências dos estados e pediu que aliados mantenham mobilização no segundo turno
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 8, que pretende governar em conjunto com os governadores e aproveitar experiências adotadas nos estados para implementar políticas em âmbito nacional. A declaração foi dada durante encontro com governadores e aliados, em Brasília.
“Quero agradecer esse momento aqui que é uma demonstração de como eu pretendo governar com time e olhando para cada estado e reconhecendo as suas diferenças, as suas necessidades e ajudando na medida do possível”, afirmou.
Flávio disse que sua primeira tarefa, caso seja eleito, será avaliar a situação das contas públicas e dimensionar os problemas deixados pelo governo atual.
“O primeiro dever de casa que a gente vai ter que fazer é arrumar a própria casa. Já comecei a conversar com muitas pessoas, já começaram a chegar as demandas. Deixa eu arrumar a casa, deixa eu ver o tamanho do buraco que o Lula enfiou o nosso Brasil”, declarou.
O candidato também afirmou que pretende levar para o governo federal medidas que considera bem-sucedidas nos estados. Entre os exemplos, citou iniciativas de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na segurança pública de São Paulo e de Jorginho Mello (PL) no sistema prisional de Santa Catarina.
“Eu vou me inspirar muito para trazer as boas práticas de cada um de vocês aqui como governadores para o Brasil também. Sem dúvida alguma, eu vou aproveitar aqui na segurança pública. Seis Muralha Paulista junto com Smart Sampa, vamos fazer Smart Brasil, coisas que já deram certo”, disse.
Flávio também mencionou a experiência de empresas que atuam dentro de presídios de Santa Catarina e iniciativas relacionadas ao turismo e à preservação ambiental no Rio de Janeiro.
Segundo o candidato, sua intenção é formar um governo que atenda estados e municípios independentemente da filiação partidária dos governadores e prefeitos.
“Eu vou ser um presidente da República que vou ajudar os cidadãos de cada estado, independente da coloração partidária de quem for governador, independente da coloração partidária de quem for o prefeito”, afirmou.
Durante o discurso, Flávio pediu aos aliados que mantenham a mobilização para o segundo turno. Ele corrigiu a fala de Tarcísio, que havia mencionado “acampamentos”, e pediu que os comitês eleitorais permaneçam ativos.
“Não são os acampamentos, pelo amor de Deus, que não desmobilizaram. São os nossos comitês eleitorais. Então não desmobilizem os comitês eleitorais de vocês. A internet também continua bastante ativa, compartilhando o nosso conteúdo”, disse.
O candidato também pediu aos apoiadores que busquem novos votos até o dia 25 de outubro.
“Não tem eleição ganha. Todo mundo que está nos assistindo, arruma mais um votinho pra gente. Cada votinho que você conseguir convencer de alguém que não foi votar ou de alguém que está na dúvida, até de alguém que votou do lado de lá, para dar uma oportunidade pro Flávio Bolsonaro ser presidente”, afirmou.
Ao falar sobre sua proposta de governo, Flávio disse que pretende colocar o cidadão no centro das decisões e criticou o que classificou como uma sequência de “recordes negativos” no país.
“O que me motiva para ser candidato a presidente é isso aqui: merecer a confiança de vocês. Eu sei o tamanho da minha responsabilidade. Eu estou mais do que preparado para fazer o Brasil decolar de vez”, declarou.
Flávio também afirmou que pretende conduzir a política externa sem alinhamento automático a outros países.
“Eu não vou escolher lado, não. O lado vai ser do povo brasileiro. Independente de ser Brasil, China, se vai ser Israel, Oriente Médio, Argentina, não importa. É assim que eu vou conduzir”, disse.
Ao final, o candidato afirmou que pretende levar para uma eventual Presidência os aprendizados acumulados ao lado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Com tudo que eu aprendi com o presidente Bolsonaro, com seus acertos e com seus erros. Foram muitos, infinitamente muito mais acertos do que erros, mas é uma pessoa que, para mim, vai ser sempre a referência”, afirmou.
Flávio encerrou o discurso agradecendo aos governadores presentes e aos aliados que participam da campanha. “A luta continua. E vamos lá. O Brasil vai vencer”, declarou.
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