Flávio promete quatro ministros do STF contra aborto e drogas
Candidato do PL disse que pretende construir uma bancada mais à direita e criticou governo Lula por escândalo do INSS
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira, 18, em Belo Horizonte, que pretende indicar para o Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito, ministros alinhados a posições contrárias ao aborto e às drogas. O senador participou de um ato de campanha ao lado de aliados em Minas Gerais.
Flávio terá a possibilidade de indicar quatro integrantes da Corte durante um eventual mandato presidencial. Ao falar sobre sua relação com o Judiciário, afirmou que pretende construir pontes, mas estabeleceu critérios para as futuras indicações.
“Vou indicar quatro homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, respeitem a Constituição e que não usem a ‘caneta’ para promover perseguição política”, declarou.
Campanha começa por Minas
Flávio participou da inauguração de um comitê do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), na Região Oeste de Belo Horizonte. O ato ocorreu um dia depois do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais.
Ao lado de Roscoe, do candidato ao Senado Domingos Sávio (PL) e de outros aliados, Flávio pediu apoio ao público e afirmou que a campanha começou “com o pé direito”.
“Quem vence em Minas vence no Brasil e nós temos o melhor time da nossa história”, disse.
O senador também afirmou que espera ultrapassar o presidente Lula (PT) nas pesquisas de intenção de voto nas próximas semanas.
“Todos vão remar para o mesmo lado”
Questionado sobre alianças para um eventual segundo turno, Flávio disse estar aberto ao diálogo com os demais candidatos.
Segundo ele, divergências entre os adversários fazem parte da estratégia eleitoral, mas poderão ser superadas ao longo da campanha.
“Quando todos conscientizarem qual é a sua função nesse jogo, todos vão remar para o mesmo lado”, afirmou.
Sobre o Congresso, o candidato disse que pretende eleger uma bancada mais à direita do que a atual.
“Vai ser muito mais à direita do que temos hoje e tenho certeza que com isso a gente vai conseguir aprovar muita coisa boa”, declarou.
No mesmo evento, Nikolas afirmou que uma composição mais conservadora no Senado permitiria avançar contra ministros do STF.
Ataques ao governo Lula
O escândalo envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS também foi explorado por Flávio durante o discurso.
O candidato acusou integrantes do governo Lula de envolvimento no esquema e citou o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
Flávio afirmou que, se eleito, pretende responsabilizar os envolvidos no caso.
“Ninguém vai tocar no contracheque de vocês e vamos responsabilizar essas pessoas”, disse aos aposentados.
Economia e mineração
Na área econômica, Flávio atribuiu o aumento do endividamento das famílias às políticas do governo Lula e prometeu reduzir impostos e juros, além de gerar empregos e recuperar o poder de compra.
O candidato também criticou a burocracia e os impostos ao citar o fechamento de lojas das Casas Bahia e a transferência de indústrias brasileiras para o Paraguai.
Sobre a mineração, Flávio defendeu a redução da burocracia no licenciamento ambiental. Segundo ele, é possível ampliar a exploração mineral sem abandonar a preservação ambiental.
O candidato citou ainda o trabalho de Flávio Roscoe na defesa da exploração de terras raras em Minas Gerais.
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