Flávio ouve gritos de ‘Vorcaro’ e ‘rachadinha’ em evento
Senador enfrenta questionamentos públicos durante evento de prefeitos em Brasília após confirmar encontro com ex-banqueiro preso
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve sua participação na 27ª Marcha dos Prefeitos, realizada nesta terça-feira, 19, em Brasília, marcada por manifestações contrárias da plateia — foram ouvidos gritos de “Vorcaro” e “rachadinha”.
Os efeitos da confirmação de seu vínculo com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, já aparecem nas pesquisas de intenção de voto. As informações do site Intercept Brasil estremeceram uma campanha em ascensão, e deram fôlego ao petista Lula.
O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, interveio mais de uma vez durante o painel para tentar conter as manifestações. “Estamos aqui em um movimento ecumênico. Vamos respeitar os candidatos, todas as várias nuances que têm”, disse Ziulkoski antes de o senador iniciar seu discurso.
Em outro momento, ao ver parte da plateia entoar cânticos contra o presidente Lula, o dirigente voltou a pedir compostura: “Vamos respeitar os opositores. Essa é uma reunião de construção, não de divisão”.
Discurso com acenos à base ampliada
Apesar do ambiente hostil em alguns momentos, Flávio também recebeu aplausos de apoiadores presentes.
Em discurso de aproximadamente 30 minutos, o pré-candidato do PL abordou temas de segurança pública, jornada de trabalho e direitos trabalhistas, em tentativa de ampliar seu alcance eleitoral para além da base consolidada — com referências a mulheres e ao eleitorado nordestino.
Flávio defendeu que trabalhadores tenham autonomia sobre a própria carga horária, em contraposição às PECs que tramitam no Congresso sobre o fim da escala 6×1. “É assim que temos que olhar para o trabalhador moderno. Ele monta a sua jornada de trabalho”, afirmou.
Na área de segurança, defendeu o armamento de guardas municipais e prometeu, caso eleito, ação policial contra facções criminosas: “Marginais do PCC e do CV: metam o pé do Brasil até dezembro deste ano. Ou vai ser preso ou neutralizado pelas nossas polícias”.
Flávio não deu entrevistas à imprensa.
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