Flávio nega plano para Bolsonaro disputar próxima eleição
"Ele nunca me pediu para fazer parte do governo", afirmou o senador
O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, negou nesta terça-feira, 6, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concorra ao Palácio do Planalto em 2030.
Na segunda, 5, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, havia ventilado essa hipótese.
“Ele nunca me pediu para fazer parte do governo. Não tem a possibilidade de então na próxima eleição presidencial no caso de eu ser presidente, mais nada além do fim da reeleição. Isso passa obviamente por não permitir que parentes meus até terceiro grau possam disputar a eleição presidencial.”
Valdemar também afirmou que Jair Bolsonaro terá participação em um eventual governo de Flávio. O dirigente, contudo, negou que o ex-presidente seria “ministro”.
“Bolsonaro vai participar muito dessa administração. Não tenho dúvida disso. Ele vai dar opinião. Não, não vai ser ministro, mas vai dar opinião”, afirmou em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
“Eu tenho certeza que ele vai querer que o Flávio faça um governo parecido com o dele, de gente qualificada, com autonomia e negociar. […] Ele pode participar nisso [de indicar nomes para o governo]. Não tenho dúvida de que ele vai querer participar disso aí”, disse.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pelo STF na ação penal do golpe de Estado.
Visitas a Jair
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira, 6, parecer favorável ao deferimento do pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para restabelecer as visitas do senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (RJ), ao ex-presidente na prisão domiciliar humanitária.
Gonet afirmou não haver fatos novos que indiquem descumprimento das condições impostas ou necessidade de prorrogar a restrição determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mais cedo nesta terça, Moraes havia mandando a PGR se manifestar sobre o pedido da defesa de Bolsonaro a respeito do regime de visitas durante a prisão domiciliar humanitária.
Na segunda, 5, Bolsonaro pediu a Moraes que antecipe o restabelecimento do regime normal de visitas.
Os advogados querem a retomada nos moldes anteriormente estabelecidos por Moraes, observadas as condições de ingresso, fiscalização e segurança vigentes.
Se esse pedido principal não for atendido, os advogados solicitam autorização excepcional para uma única visita do senador e candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro (RJ), de natureza “exclusivamente familiar“, antes de 11 de outubro, quando termina a suspensão específica de 90 dias imposta ao filho.
Em 13 de julho, Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai por 90 dias, após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Quatro dias depois, o ministro suspendeu por 30 dias todas as visitas a Bolsonaro, com exceção de advogados e profissionais de saúde, e proibiu qualquer visita com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições.
Em agosto, Moraes voltou a autorizar encontros, mas manteve a exigência de autorização prévia para a maior parte dos visitantes, a proibição de visitas com finalidade político-eleitoral e preservou o veto específico a Flávio, cujo prazo termina em 11 de outubro.
O pedido da defesa de Jair a Moraes, agora, ocorreu um dia depois da confirmação de que Flávio vai disputar o segundo turno da eleição presidencial com o presidente Lula (PT). O filho do ex-presidente foi o mais votado no primeiro turno.
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