Flávio faz pronunciamento sobre STF e diz que Brasil vive “crise institucional”
Candidato à Presidência afirma que governo Lula se aliou a parte do STF e promete combater crime organizado e acabar com a reeleição
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) interrompeu nesta terça-feira, 15, sua campanha eleitoral para fazer um pronunciamento sobre a crise institucional que, segundo ele, atinge o Brasil. A fala ocorreu em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e à escalada da disputa entre ministros da Corte.
“Eu tô interrompendo a campanha eleitoral nesse momento diante da gravidade de tudo que tá acontecendo. O nosso destino é muito mais importante do que qualquer questão política”, afirmou que ainda acusou o governo do presidente Lula (PT) de ter provocado um “desequilíbrio institucional” ao se aproximar de parte do Supremo.
“O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei”, declarou.
Para o candidato, a crise expõe um sistema político que estaria “apodrecido”. Ele afirmou, porém, que pretende apresentar propostas em vez de apenas fazer críticas.
“Não é hora de rancor, é hora de ter esperança, é hora de mudar, mudar o Brasil para melhor. Esperança agora é mudança”, disse.
Entre as prioridades de um eventual governo, Flávio citou o combate ao crime organizado. Ele prometeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas.
“Primeiro, combatendo o crime organizado, o PCC, o Comando Vermelho e as milícias. No meu governo vão ser declarados organizações narcoterroristas”, afirmou.
O candidato também prometeu reduzir juros e a dívida pública e associou o endividamento das famílias à situação fiscal do governo.
“O povo tá devendo porque o governo tá devendo. A dívida das famílias é responsabilidade do governo”, declarou.
Flávio também defendeu o fim da reeleição para presidente. Segundo ele, caso seja eleito, não disputará um segundo mandato.
“Eu mesmo já apresentei um projeto pelo fim da reeleição. Eu não serei candidato à reeleição, porque assim só terei como compromisso consertar o país”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a possibilidade de reeleição fez com que presidentes priorizassem a própria permanência no poder.
“A reeleição só atrapalhou porque muitos presidentes pensaram primeiro neles e só depois no Brasil. E eu penso e vou pensar sempre no Brasil, porque nenhum presidente pode se julgar mais importante do que o povo”, disse.
Flávio também atacou seus adversários na reta final da campanha e afirmou que estaria sendo alvo de acusações para desviar a atenção de problemas do governo.
“Agora na reta final bateu desespero no outro lado. Eles já partiram pro ataque baixo para me acusar de um monte de mentira. Querem inventar escândalos para esconder o verdadeiro escândalo do país”, afirmou.
Na sequência, criticou diretamente a relação entre Lula e Alexandre de Moraes.
“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando”, declarou.
Para Flávio, os principais problemas do país estão relacionados à segurança pública, ao endividamento das famílias e ao custo de vida.
“Escândalo mesmo é não poder andar em paz nas ruas, porque o medo tomou conta. Escândalo é tanta gente endividada, sem conseguir pagar as contas. Escândalo é ver o carrinho de compras cada vez mais vazio”, afirmou.
O candidato também retomou uma promessa associada à campanha de Lula em 2022 ao falar sobre o custo dos alimentos.
“Foi iludido por uma picanha que nunca chegou”, disse.
Apesar das críticas, Flávio encerrou o pronunciamento com uma mensagem de esperança e prometeu entregar um país em melhores condições ao fim de um eventual mandato.
“O Brasil tá sem presidente. Mas é por pouco tempo. Um novo presidente tá chegando”, afirmou.
“Depois da escuridão mais forte é que vem a luz. Deus a nos guiar e o Brasil vai sair dessa”, completou.
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