Flávio elogia SUS e responde se os Bolsonaros são machistas
Em almoço com empresárias, pré-candidato falou ainda sobre segurança pública, crime organizado e propostas de governo
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou nesta segunda-feira, 8, com empresárias integrantes do Grupo Voto, no hotel Palácio Tangará, zona sul de São Paulo. O Antagonista acompanhou o encontro, que reuniu lideranças do setor privado e serviu de plataforma para o pré-candidato à Presidência apresentar posições sobre temas variados, de gênero à segurança pública.
Bolsonaro é machista mesmo?
Ao tratar da relação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com o eleitorado feminino, Flávio reconheceu que o governo poderia ter se comunicado melhor.
Mas, para rebater a percepção de que a família Bolsonaro não valoriza mulheres, afirmou que 70% das lideranças de seu gabinete são do sexo feminino, e chamou ao palco Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, assessora econômica da pré-campanha.
Daniela Marques, em momento descontraído, disse que chamava Jair Bolsonaro de Shrek, “grosso por fora, meigo por dentro”, e fez referência à esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, também presente, dizendo que ela “adestrou” o marido. O senador confirmou e completou dizendo que a companheira “transformou um menino em homem”.
Sobrou pro Lula
Flávio Bolsonaro comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Contrário à postura do governo federal de rejeitar a medida, o senador foi direto: “Parece que ele é o chefe do PCC. Muitas pessoas começam a pensar isso”, disse, referindo-se ao presidente Lula.
Flávio associou os governos petistas a uma política de “desencarceramento” e defendeu o combate à impunidade como resposta à violência urbana: “Todos nós aqui sofrendo com a violência nas ruas, todo mundo anda com medo, anda preocupado”, afirmou.
O senador criticou o controle territorial exercido por facções criminosas, mas não fez qualquer menção às milícias que dominam regiões do Rio de Janeiro, estado que representa no Senado.
Reforma tributária, Correios e SUS
No campo das propostas, Flávio Bolsonaro anunciou a intenção de adiar a vigência da reforma tributária, prevista para entrar em vigor em 2027, e confirmou planos de privatizar os Correios. Evitou, porém, indicar nomes para o Ministério da Fazenda. Muito cedo para isso.
Sobre saúde pública, garantiu que seu pai nunca propôs acabar com o SUS (Sistema Único de Saúde), mas defende investimentos em tecnologia para reduzir as filas e ampliar ações preventivas, citando o envelhecimento da população como o grande desafio dos próximos anos.
Ao término do almoço, o senador não concedeu entrevistas e não comentou o caso Master nem a decisão do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de pesquisa eleitoral que indicava queda em suas intenções de voto.
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