Flávio critica PF por pedir mais prazo em investigação de Lulinha
Senador afirmou que o tratamento seria diferente se envolvesse um filho de Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quinta-feira, 30, a alegação da Polícia Federal (PF) de falta de servidores ao solicitar ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais prazo para concluir a análise de materiais apreendidos em uma investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo o senador, o tratamento dado ao caso seria diferente se a investigação envolvesse um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Para o Lulinha está faltando braço para esse segmento, esse pequeno grupo da PF do Lula, investigar o filho do presidente da República. Vocês já imaginaram se fosse o filho do presidente Bolsonaro que é suspeito de receber dinheiro dos aposentados do INSS? Vocês têm alguma dúvida que estava todo mundo preso, afastado do cargo. Força-tarefa. A imprensa em cima falando disso todo dia. […] O Lulinha, ninguém sabe onde está. Cadê o Lulinha?”, disse em live no próprio canal do Youtube.
Na sequência, Flávio comentou uma notícia sobre a possibilidade de a Polícia Federal incluir seu nome na lista da Interpol para rastrear recursos relacionados ao filme Dark Horse no exterior.
“Aí, para investigar Flávio Bolsonaro, aparece efetivo dentro dessa Polícia Federal do Lula. Esse pequeno grupo que está ali sendo usado pelo atual governo para promover perseguição a adversário político do atual governo”, afirmou.
Mendonça autoriza investigação
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência.
A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Conhecido como Lulinha, o empresário já figurava como investigado em outro inquérito, relacionado a fraudes nos descontos aplicados a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desta vez, porém, a PF percorreu um caminho distinto, associando o nome dele a articulações junto a servidores da pasta da Saúde.
A representação enviada ao STF, com 34 páginas, aponta que Fábio Luís teria agido em benefício próprio dentro da estrutura do governo federal. Segundo o texto enviado à Corte, ele contou com a colaboração da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
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