Flávio Bolsonaro usou recurso do Senado em viagem da pré-campanha à Presidência
Translado entre Brasília e São Paulo custou R$ 6,5 mil reais; principal assessor do parlamentar também foi bancado com dinheiro público
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ, foto) utilizou recursos do Senado, por meio da cota parlamentar, para custear uma viagem a São Paulo em 11 de dezembro, quando discutiu com representantes do mercado financeiro da Faria Lima sua pré-candidatura à Presidência da República.
Naquele dia, por meio do banqueiro Filipe Sabará, ex-secretário de Desenvolvimento Social em São Paulo, que coordenou a campanha de Pablo Marçal (PRTB) à prefeitura da capital paulista, Flávio se reuniu com empresários do porte de Flavio Rocha (Riachuelo), Alexandre Ostrowiecki (Multilaser), Richard Gerdau (Gerdau) e Helio Seibel (Duratex).
O almoço ocorreu no banco de investimentos suíço UBS, na capital paulistana.
Esse foi o primeiro movimento de Flávio para tentar convencer a Faria Lima da viabilidade de sua candidatura presidencial.
Notas fiscais apresentadas pelo parlamentar revelam que ele pediu ressarcimento no valor de 6.516,77 reais (ida e volta), por meio do cotão parlamentar, para bancar o translado aéreo entre o aeroporto de Brasília e o aeroporto de Congonhas. Originalmente, a passagem foi adquirida em 7 de dezembro no valor de R$ 5.714,29. Mas o senador perdeu o trecho de volta e comprou uma nova passagem. O Senado bancou apenas os trechos efetivamente utilizados.

O Senado também custeou a viagem do principal assessor parlamentar de Flávio, Fernando Nascimento Pessoa. O translado de Fernando Pessoa (ida e volta) custou 7,1 mil reais.

Pessoa foi investigado pelo Ministério Publico do Rio de Janeiro no esquema de rachadinha operacionalizado pelo gabinete de Flávio.
Além disso, o assessor é sócio de Flávio Bolsonaro na constituição da empresa Bravo Grafeno, de exploração do mineral. A constituição da empresa foi revelada em primeira-mão por este portal.

Sabará organizou um segundo encontro de Flávio com empresários, que ocorreu em 17 de dezembro, uma semana depois.
Recorde em dezembro
Em 2025, Flávio gastou 113 mil reais em passagens aéreas. Somente em dezembro, foram R$ 25,3 mil – um recorde no ano passado. O valor mensal foi menor apenas do que em junho de 2022, quando o filho do ex-presidente da República gastou 35,8 mil reais.
A pré-candidatura de Flávio foi anunciada pelo próprio em 5 de dezembro, após uma visita a Jair Bolsonaro na carceragem da Polícia Federal em Brasília.
Em 25 de dezembro, Bolsonaro escreveu uma carta em que reafirmava o apoio ao filho.
Desde o início do mês, Flávio tem buscado estreitar relações com setores da sociedade, principalmente com a Faria Lima.
Ele também teve uma reunião com o banqueiro André Esteves, dono do BTG, em 17 de dezembro.
A cota parlamentar no Senado (CEAPS) é uma verba mensal destinada especificamente para despesas referentes ao mandato, como compra de passagens aéreas, hospedagem e divulgação do mandato parlamentar.
Leia mais: Flávio reanima o bolsonarismo
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Comentários (1)
Nasceu numa família de vigarista, então não tem jeito, até um valor miúdo precisa ser roubado.