Flávio Bolsonaro faz “papel de pirralho” nos EUA, diz Haddad
Petista critica atuação do senador junto ao governo Trump e o acusa de agir com “subserviência” aos Estados Unidos
Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou neste sábado, 30, a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto ao governo dos Estados Unidos e afirmou que o parlamentar faz “papel de pirralho no cenário internacional”.
“Enquanto você vai lá até o Trump e, ao invés de apertar a mão dele, como fez o Lula, beija a mão do Trump, como fez o Flávio, não vai dar coisa boa. Essa subserviência dos bolsonaristas a outro país não faz o menor sentido. Nós temos que ter um diálogo de cooperação. É igual para os Estados Unidos. Troca de informações, cooperação, como vem acontecendo aqui há algum tempo já.”
A declaração foi feita durante evento na Academia Paulista de Letras, na capital paulista.
Haddad reagiu à decisão do governo de Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O petista afirmou que as facções devem ser tratadas como organizações criminosas transnacionais e não como uma questão de defesa nacional.
Ele também acusou Flávio Bolsonaro de agir com subserviência em relação aos Estados Unidos.
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Decisão do governo Trump
A declaração foi feita após os Estados Unidos anunciarem a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.
A medida foi formalizada pelo secretário de Estado Marco Rubio.
Antes do anúncio, Flávio Bolsonaro esteve em Washington e se reuniu com Trump e Rubio. O senador afirmou ter defendido diretamente a adoção da medida.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, disse.
Após a decisão americana, Flávio comemorou nas redes sociais. “Grande dia!”, escreveu.
Lula diz estar ‘triste’
Também na sexta-feira, o presidente Lula afirmou estar “triste e decepcionado” com a decisão dos Estados Unidos e classificou como indevida qualquer tentativa de interferência externa em assuntos internos do Brasil.
“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção.”
Lula ainda classificou a medida como uma intervenção desnecessária e cobrou do governo dos Estados Unidos a extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
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