Flávio Bolsonaro diz que dosimetria virou “esculhambação” e promete mudança no STF
Senador disse que pretende aprovar anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e afirmou que Congresso teve sua decisão limitada pelo Supremo
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 4, que o debate sobre a dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro se transformou em uma “esculhambação” e prometeu mudanças na relação entre os Poderes em um eventual governo.
A declaração ocorreu durante a sabatina de O Antagonista e G4, ao ser questionado sobre a possibilidade de conceder anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Flávio afirmou que, caso seja eleito, terá condições de aprovar a medida no Congresso Nacional devido à sua experiência como senador e à capacidade de articulação política.
“Como presidente da República, eu não tenho nenhuma dúvida que isso vai ser muito mais tranquilamente aprovado no Congresso Nacional”, declarou.
O candidato disse que pretende atuar ainda durante o período de transição para construir apoio político e afirmou que um presidente recém-eleito possui força para implementar mudanças.
Ao criticar o processo da dosimetria, Flávio afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria impedido a aplicação de uma medida aprovada pelo Congresso Nacional.
“Um único ministro sozinho do Supremo Tribunal Federal travou a dosimetria depois desse processo”, afirmou.
Segundo o senador, o ministro Alexandre de Moraes participou da construção do texto da proposta junto com o relator da matéria na Câmara, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e depois passou a analisar questionamentos sobre a aplicação da medida.
“O próprio Alexandre de Moraes redigiu esse texto da dosimetria com o relator escolhido por ele”, declarou.
Flávio também criticou as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro e afirmou que houve punições injustas contra pessoas que, segundo ele, não tiveram participação direta na depredação dos prédios públicos.
“Foi uma grande farsa que foi armada, não apenas para o presidente Bolsonaro, mas para centenas, milhares de outros inocentes que vão ser anistiados no meu governo”, afirmou.
O candidato ainda defendeu que um eventual governo terá uma base mais ampla no Congresso Nacional e disse esperar apoio suficiente para aprovar mudanças legislativas e constitucionais.
“Nós vamos ter a maioria no Congresso Nacional, uma maioria ainda mais ampla na Câmara e uma maioria para fazer o presidente do Senado”, declarou.
Flávio afirmou que sua candidatura não tem como objetivo apenas resolver disputas políticas, mas conduzir um projeto econômico e administrativo para o país.
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