Flávio Bolsonaro atrás de Cláudio Castro na disputa pelo Senado?
O governador teria 20,2% das intenções de voto contra 18,3% do parlamentar filho do ex-presidente
Levantamento feito pelo instituto Prefab, único realizado de forma presencial até o momento, aponta que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), estaria na frente de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa pelo Senado.
O governador teria 20,2% das intenções de voto contra 18,3% do parlamentar filho do ex-presidente. Benedita da Silva (PT) aparece em terceiro com 16,2%.
O instituto atribui parte da mudança ao impacto da recente operação no Complexo da Penha, que reforçou, segundo o diretor de pesquisas quantitativas Henrique Serra, a percepção de autoridade e capacidade de comando do governador.
A pesquisa também registrou uma inflexão na avaliação do governo Cláudio Castro: pela primeira vez em três anos, sua aprovação supera a desaprovação. Hoje, 41,7% aprovam a gestão, enquanto 33,9% desaprovam.
“O eleitor do Rio está desconfiado, inseguro e em busca de quem ofereça respostas rápidas. É um ambiente político em ebulição, onde qualquer movimento tem impacto imediato. 2026 está completamente aberto”, aponta o diretor do instituto.
Quaest também apontou apoio popular à megaoperação no Rio de Janeiro
Exatos quinze dias após a Operação Contenção, que resultou na morte de 117 suspeitos que enfrentaram a polícia, o apoio à ação policial se mantém alto, indica pesquisa Genial/Quaest.
A aprovação da megaoperação contra o Comando Vermelho é de 67% no Brasil, segundo os dados coletados de 6 a 9 de novembro. O número é maior do que os indicados nos dias seguintes à Operação Contenção, por institutos como AtlasIntel (55%) e Datafolha (57%).
Além disso, para 67% dos 2.004 ouvidos, a polícia não exagerou na força empregada na ação. Outros 29% acham que houve exagero e 25% desaprovam a operação, na qual também morreram quatro policiais e foram presas 113 pessoas — além de 10 adolescentes apreendidos.
Violência
Apesar da aprovação majoritária, 55% disseram que não gostariam que uma operação parecida ocorresse em seus estados, contra 42% — essa é uma pergunta cuja resposta pode indicar mais de uma coisa: não gostaria que ocorresse ou não gostaria que precisasse ocorrer?
Para 84% dos brasileiros, a violência no Rio de Janeiro é maior do que a de seu próprio estado — apenas 4% a consideram menor e 11%, parecida.
A pesquisa aponta ainda um salto de 30% para 38% na preocupação dos brasileiros com a violência desde o levantamento de outubro. É o item de maior preocupação, seguido por economia (15%), problemas sociais (13%), corrupção (13%), saúde (10%) e educação (7%).
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