Fim da escala 6×1 deve ser votado no final de maio, diz Erika Hilton
Em discurso para apoiadores, a deputada federal voltou a criticar as relações de trabalho no Brasil
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou nesta sexta-feira, durante ato do VAT (Vida Além do Trabalho) realizado na praça Roosevelt, em São Paulo, que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com o regime de trabalho 6×1 deve ser votado no final de maio deste ano.
“A expectativa para o mês de maio é a aprovação no plenário. A comissão especial deve ser acelerada, nós devemos fazer os debates necessários na comissão especial. O presidente Hugo Motta nos disse que pretende colocar o texto da PEC ainda no final de maio”, declarou a parlamentar.
Em discurso para apoiadores, Erika voltou a criticar as relações de trabalho no Brasil.
“Essa escala que rouba sonhos, que rouba dignidade, que rouba tempo com a família, rouba oportunidades”, disse a parlamentar.
Apesar do otimismo de Erika, a situação não deve ser tão simples assim.
Como mostramos mais cedo, a rejeição da indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal (STF), pode comprometer a tramitação da proposta.
A proposta ainda está na Comissão Especial da Câmara e precisa ser aprovada pelo plenário da Casa. Apesar disso, havia a sinalização, até semana passada, de que o Senado poderia acelerar a tramitação do texto, para que ele fosse promulgado antes da campanha eleitoral deste ano. Assim, o governo Lula teria um trunfo para chamar de seu no segundo semestre.
No entanto, com a rejeição de Jorge Messias, esse cenário mudou. Aliados do presidente Lula defenderam o rompimento definitivo com Alcolumbre como forma de retaliação. Os petistas também têm pressionado o presidente da República a fazer uma nova indicação aos Supremo Tribunal Federal, dessa vez de uma jurista mulher, respeitada pela academia e negra. A ideia seria constranger o Senado e Alcolumbre.
Aliados de Alcolumbre, porém, enviaram alertaram integrantes do Planalto. “Se Lula esticar a corda, esqueça fim da escala 6×1”, afirmou a este portal um importante aliado do presidente do Senado.
Sobrou até para Rodrigo Pacheco
Na busca por culpados pela rejeição no Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, uma ala do PT desconfia até do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB), registrou a Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, um grupo próximo de Lula avalia que o senador mineiro, preterido na indicação do sucessor de Luís Roberto Barroso na Corte, auxiliou o presidente do Senado, a articular a rejeição da indicação de Messias no plenário da Casa.
Na véspera da sabatina, realizada na quarta-feira, 29, o PSB de Pacheco declarou apoio ao nome do advogado-geral da União.
Leia em Crusoé: Rejeição histórica
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Comentários (1)
Marian
01.05.2026 16:20É para ajudar a destruir o capitalismo ?