Filha de Fachin foi alvo de cusparada e agressão verbal, diz marido
O incidente ocorreu quando Melina deixava o prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e caminhava pela Praça Santos Andrade
A professora e advogada Melina Girardi Fachin, filha do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo, no último dia 12 de outubro, de um ataque verbal e físico em Curitiba.
O incidente ocorreu quando Melina deixava o prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e caminhava pela Praça Santos Andrade.
Segundo relatos de seu marido, Marcos Rocha Gonçalves, um homem não identificado se aproximou e agrediu Melina com uma cusparada, proferindo ofensas que a rotulavam como “lixo comunista”.
Em uma postagem nas redes sociais, Gonçalves expressou sua indignação ao afirmar que tal ato de violência é reflexo do discurso de ódio disseminado por grupos radicais de direita, que buscam silenciar qualquer voz dissidente.
Este episódio de hostilidade ocorre em um contexto tenso, marcado pela recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por sua tentativa de golpe de Estado.
A decisão, no entanto, foi tomada pela Primeira Turma do STF, que não inclui Edson Fachin. O ministro, nomeado por Dilma Rousseff em 2015, assumirá a presidência da corte no final deste mês.
Melina ocupa a posição de diretora do Setor de Ciências Jurídicas da UFPR e leciona no Departamento de Direito Público da instituição. Sua irmã, Camila Fachin, também é acadêmica e atualmente serve como vice-reitora da universidade.
A UFPR já se manifestou sobre o ocorrido e informou que o caso será discutido em uma reunião do Conselho de Planejamento e Administração da universidade na próxima terça-feira, dia 16. Em nota oficial, a instituição afirma estar avaliando a situação enfrentada pela professora.
Professores da UFPR emitiram uma nota em apoio a Melina, ressaltando que, embora divergências políticas sejam normais, elas não podem ser utilizadas como justificativa para agressões ou intimidações.
Palestra cancelada
Em 9 de setembro, estudantes realizaram uma manifestação contra uma palestra no Salão Nobre da faculdade, evento que foi posteriormente interrompido pela Polícia Militar com o uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
A palestra contaria com a presença de figuras ligadas ao governo Bolsonaro e havia sido cancelada pela universidade devido ao risco de confrontos.
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Comentários (2)
Annie
15.09.2025 19:17É errado isso, mas ninguém fala nada quando um cara de esquerda fala que para o pessoal da direita é bom um paredão é uma espingarda.
Dovanil Ferraz Camargo Júnior
15.09.2025 16:3812 de outubro???