Fierj pede apoio do MP na apuração de saudação nazista em local de votação no Rio
Entidade cobrou agilidade na investigação envolvendo a professora Erica Marques Pinho
A Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj) pediu apoio ao Ministério Público do estado (MPRJ) na apuração do caso envolvendo a professora de inglês Erica Marques Pinho, de 46 anos, identificada como a mulher que fez uma saudação nazista nas proximidades de um local de votação em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, no último domingo, 25.
A entidade afirmou que oferece apoio aos denunciantes por meio de seu departamento de segurança e de sua assessoria jurídica.
A Fierj cobrou agilidade na apuração e a adoção das medidas cabíveis “para que manifestações dessa natureza não sejam naturalizadas”.
Em um vídeo gravado por um homem que se identifica como judeu, a mulher aparece fazendo a saudação nazista. Ela vestia uma camisa amarela e um boné do movimento MAGA (Make America Great Again), associado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O advogado Marcello Ramalho, que representa Erica, afirmou que ela teria sido chamada de racista e nazista antes de fazer o gesto. Segundo a defesa, a saudação foi uma manifestação irônica em resposta às provocações.
“Segundo a minha cliente, ao chegar ao local de votação, ela começou a ser hostilizada pela dupla [que a denunciou], que começou a chamá-la de racista e nazista. A seguir, ela usou o gesto de maneira irônica, para se defender na situação”, disse o advogado.
“Ela ficou profundamente chateada com a situação. É professora, não tem preconceito religioso ou de raça. Usou da ironia naquele momento de raiva, mas, como não ocorreu um diálogo maior naquele instante, ficou o mal-entendido”, acrescentou.
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