Ferroviários fazem greve em três linhas da CPTM em SP
A linhas 11-Coral e 12-Safira funcionam parcialmente, enquanto a linha 13-Jade está completamente parada
Ferroviários paralisaram nesta terça-feira, 4, a circulação dos trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto, que ligam o centro à Zona Leste da cidade de São Paulo.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil reclama da transição da operação das linhas para a concessionária Trivia Trens, solicitando garantias para a manutenção dos empregos e dos direitos trabalhistas dos ferroviários.
A linhas 11-Coral e 12-Safira funcionam parcialmente, enquanto a linha 13-Jade está completamente parada.
As demais linhas de trens e do metrô operam normalmente.
Para minimizar o impacto da greve, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos.
O que diz o governo de São Paulo?
Em nota, o governo de São Paulo e a CPTM lamentaram a paralisação, dizendo ter apresentado “compromissos concretos” e “disposição expressa” para avançar nas negociações.
A CPTM também informou ter recorrido ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos.
Leia a nota na íntegra:
“A CPTM e o Governo do Estado de São Paulo lamentam a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil — representante dos trabalhadores das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — de manter a paralisação anunciada para esta terça-feira (04/08), mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações.
Na reunião realizada nesta segunda-feira (3), entre representantes do Governo e do sindicato, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), sistema de assistência à saúde destinado aos servidores públicos do Estado.
A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política.
Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.
As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa estarão em operação regular, bem como todo o sistema metroviário, incluindo as linhas administradas pelo Metrô e pelas concessionárias. Para as demais linhas da CPTM, o plano de contingência já foi acionado com o objetivo de reduzir os impactos aos passageiros.”
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